As lâmpadas fluorescentes utilizadas nos prédios públicos do Centro Administrativo da Bahia (CAB), em Salvador, passarão a ser recicladas este ano. O descarte pós-consumo, antes realizado em pontos de coletas de lixo e áreas verdes do CAB, será feito pela Coelba, a partir de convênio firmado pelo Governo do Estado.
A destinação indevida deste resíduo – considerado de risco potencial ao meio ambiente e à saúde pública pela Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) – é alvo de preocupação da Secretaria da Saúde do Estado (Sesab), engajada na campanha de reciclagem desencadeada pela Superintendência de Construções Administrativas (Sucab). O descarte irregular é considerado crime ambiental.
Os dirigentes da Sesab advertem os que atuam no setor de manutenção para que tenham cuidado e realizem o procedimento de reciclagem conforme as orientações da Sucab. A superintendência apresentou recentemente à Sesab um modelo operacional da coleta seletiva de lixo de materiais recicláveis e lâmpadas fluorescentes.
Elas contêm mercúrio metálico, substância tóxica ao homem e ao meio ambiente. Intactas, não oferecem risco, mas quando rompidas liberam vapor de mercúrio, que aspirado é nocivo ao sistema nervoso. A depender da temperatura do ambiente, o produto pode permanecer no ar por muito tempo – até 20 dias no inverno – sendo absorvido principalmente pelos pulmões.
Já o aterramento das lâmpadas permite que o mercúrio se infiltre no solo, atinja mananciais e destrua a cadeia alimentar humana. No Brasil, a produção anual das lâmpadas consome cinco toneladas de mercúrio. Anualmente, cerca de 50 milhões de unidades são descartadas no país.