O governador Jaques Wagner defendeu, hoje (17), durante audiência com o ministro da Fazenda, Guido Mantega, a adoção de uma regra que permita reduzir a capacidade de endividamento do Estado da Bahia e que permita o aumento da capacidade de investimentos em projetos de desenvolvimento, principalmente, os relacionados na lista do Plano de Aceleração do Crescimento – PAC. Wagner se reuniu, em Brasília, com os ministros do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Miguel Jorge, e da Fazenda, para avaliar os projetos de interesse da Bahia.
O primeiro encontro foi com o ministro Mantega, no Ministério da Fazenda. O governador abordou a situação financeira da Bahia em face do volume pesado que o governo estadual paga mensalmente para saldar sua dívida. Ele informou que o desembolso mensal para a amortização da dívida estadual deve ser renegociado para permitir maior aplicação de recursos em investimentos, principalmente, em projetos do PAC.
Uma das possibilidades de mudança, que segundo o governador, chegou a ser abordada na reunião do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, na Granja do Torto, com os 27 governadores de Estado, é a que introduz mecanismos que permitirão reduzir a capacidade de endividamento do Estado com vistas a aumentar a sua capacidade de investimento.
Sobre a evolução dos estudos da proposta dos governadores para mudar esta regra discutida em março, onde o governo autorizaria os Estados a contrair empréstimos duas vezes mais do que sua receita, e não apenas uma vez, o governador informou que o ministro Mantega disse que a questão continua em fase de estudos, assim como outras alternativas.
“O problema desta regra é que ela cruza com outra regra que é o fluxo do desembolso mensal em função desta dívida”, destacou o governador Wagner, ao defender o entendimento entre os governadores e o Ministério da Fazenda que permita encontrar uma fórmula para viabilizar maior aplicação de recursos do Estado em investimentos no desenvolvimento.
“Creio que se o Governo Federal interessado em estimular os projetos do PAC puder fazer uma abertura em direção à ampliação do endividamento vinculado especificamente para aplicação em programas de investimento, creio que isso seria uma boa medida. É claro que tudo tem que ser negociado. Mas entendo a preocupação do Governo Federal com o equilíbrio fiscal, preocupação que é também de todos os governadores e uma conquista da sociedade brasileira”, concluiu Wagner.
Em seu encontro com o ministro Miguel Jorge, o governador abordou os números positivos das exportações baianas que, em abril, somaram US$ 589,5 milhões, com crescimento de 14%. Miguel Jorge elogiou as iniciativas de modernização da produção do governo baiano relacionadas às compras de turbinas a gás, microprocessadores, maquias para fabricação de pastas de celulose, circuitos impressos e máquinas cortadeiras.