Os japoneses aumentaram o interesse em investir na Bahia. Quem garante é o cônsul-geral do Japão no Nordeste, Toshio Watanabe. Ele chegou hoje (23) ao estado, onde mantém uma agenda com empresários no Pólo Petroquímico de Camaçari e na Federação das Indústrias do Estado da Bahia (Fieb), em Salvador, entre outros compromissos. Os contatos visando novos negócios estendem-se até sexta-feira (25) à noite.
A visita de Watanabe, que está à frente do consulado desde o mês passado, foi solicitada pelo governo e empresários japoneses, para sondar as áreas de interesse. Segundo ele, o interesse dos japoneses aumentou depois da divulgação do potencial econômico da Bahia, feita pelo governador Jaques Wagner quando visitou o Japão no final de março.
“Ficou realmente a idéia entre os japoneses de que a Bahia é uma terra ideal para investir”, disse o cônsul, ao ser recebido por Wagner, na Governadoria. “Hoje, japoneses e o governo baiano compartilham da mesma opinião sobre a importância dos nossos investimentos para o estado”, completou.
Watanabe informou ainda que os interesses dos japoneses vão além da área industrial: eles também querem apostar no agronegócio. Por esta razão, entre os compromissos do diplomata está uma visita a região do Médio São Francisco.
Este ano, a empresa japonesa Bridgestone inaugurou na Bahia uma fábrica de pneus e artefatos de borracha, no município de Camaçari. O investimento de US$ 160 milhões vai gerar 600 empregos diretos, além do impacto indireto na economia do estado. Atualmente, 400 operários já trabalham na fábrica. Os demais serão contratados à medida que a unidade vai alcançando a meta diária de produzir 8 mil pneus.
Centenário
As comemorações pelo centenário da imigração japonesa no Brasil foram outro assunto tratado no encontro entre Wagner e Watanabe. O Consulado Geral do Japão, cuja sede fica em Recife, solicitou o apoio do governo baiano para a série de eventos programados pelo governo japonês para o ano que vem.
“Queremos fazer uma série de eventos para comemorar este importante marco nas relações entre o Brasil e o Japão, contando não apenas com a presença da colônia japonesa, como também dos brasileiros e, dentre eles, os baianos”, disse Watanabe. Atualmente, só na Bahia moram cerca de 3.500 japoneses.