Dois importantes indicadores da economia baiana apresentam boas perspectivas de crescimento. A produção de grãos do estado deverá atingir o volume de 5,5 milhões de toneladas, um incremento de 27,6% na safra 2007 em relação ao ano anterior. A estimativa é do Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA), realizado pelo IBGE, em maio. Já a produção física da indústria baiana (transformação e extrativa mineral) para o primeiro trimestre de 2007 registrou aumento de 2,0%, segundo dados da Pesquisa Industrial Mensal (PIM), também IBGE.
Entre os grãos observam-se incrementos na produção de soja (15,4%), algodão (30,1%), feijão (33,2%), milho (46,0%) e sorgo (28,9%). Para as demais lavouras destaca-se o aumento na produção de mandioca (3,8%) e na de cana-de-açúcar (1,9%).
O resultado negativo deverá ficar por conta da produção de café (-22,7%). Entre os motivos observados por analistas do setor para esta queda ressaltam-se a prática de podas drásticas; aliadas ao menor índice de ocorrência de floradas na região do planalto (tradicionais); o baixo uso de insumos; aumento das áreas semi-abondonadas; substituição do café pelo eucalipto e a bienualidade negativa.
O crescimento de 2% na produção industrial no primeiro trimestre deste ano foi impulsionado pelo resultado favorável de seis dos oito setores da indústria de transformação baiana. O resultado foi influenciado, sobretudo, pelo desempenho positivo dos segmentos de alimentos e bebidas (17,8%) e produtos químicos (2,9%). Entre os segmentos que apresentaram taxa negativa destacam-se veículos automotores (-18,5%) e refino de petróleo e produção de álcool (-3,0%). A indústria extrativa mineral apresenta decréscimo de produção no período (-4,0%).
Empregos
O nível de pessoal ocupado da Bahia, segundo a Pesquisa Industrial Mensal de Emprego e Salários (IBGE), apresentou redução na indústria geral de 0,5% no primeiro trimestre de 2007, comparando-se com o ano de 2006. A taxa é inferior ao resultado observado no cenário nacional, onde a variação de pessoal ocupado na indústria registrou taxa positiva de 1,2%.
Entre os segmentos que exerceram pressão significativa para o resultado negativo do estado destacam-se produtos químicos (-10,8%), minerais não-metálicos (-13,5%) e fumo (-31,1%). Os segmentos responsáveis pelo aumento no número de pessoas foram alimentos e bebidas (11,8%), calçados e couro (4,3%) e indústrias extrativas (7,5%).
Exportações aumentam 8,4% no primeiro quadrimestre
A balança comercial baiana fechou as exportações com valor total de US$ 2,139 bilhões, entre janeiro e abril de 2007, um incremento de 8,4% em comparação com o mesmo período do ano passdo. As importações registram crescimento significativo de 24,7% no período, com total de US$ 1,618 bilhão. Esses resultados configuram um superávit acumulado no saldo comercial de US$ 521 milhões.
Os segmentos químicos e petroquímicos, metalúrgicos e petróleo e derivados determinam o expressivo desempenho das vendas externas no período. Juntos, os três setores respondem por 52,4% das exportações baianas.
Entre as maiores taxas de crescimento destacam-se as dos segmentos de borrachas e suas obras (274,5%), soja e derivados (79,7%), químicos e petroquímicos (41,6%), metalúrgico (23,7%) e papel e celulose (18,1%). As vendas de petróleo e derivados mantêm resultado negativo com taxa de -33,6% no período.
Bahia tem crescimento da safra de grãos e da produção industrial em 2007
16/09/2007