Jogos Escolares 2007 integram alunos e professores da rede de ensino pública e privada

16/09/2007

Os Jogos Escolares da Bahia 2007, que no final de semana completou a sua segunda rodada de classificação na capital, está sendo avaliado por professores e alunos como um dos melhores em nível técnico dentre os já realizados. Para as disputas, que aconteceram no sábado e domingo, ficaram abertas as escolas Odorico Tavares (Avenida Sete de Setembro), Severino Vieira (Nazaré), Instituto Social da Bahia (Ondina), Nobel (Itaigara), Escola Parque (Caixa D’Água), Duque de Caxias (Liberdade) e Manoel Devoto (Rio Vermelho).


Os vencedores da competição promovida pela Superintendência de Desportos do Estado da Bahia (Sudesb), em parceria com a Secretaria de Educação (SEC), vão representar os baianos na etapa nacional entre os dias 5 a 9 de setembro. Para Poços de Caldas (Minas Gerais), seguem os alunos de 12 a 14 anos, e para João Pessoa (Paraíba), os com idade entre 15 a 17 anos. As modalidades individuais – na fase local – serão disputadas até agosto na etapa final da competição.


Para o técnico Cássio Lima, da equipe de handebol do São José, este ano os jogos estão mais organizados em termos de informação. “Percebe-se também uma evolução técnica e o crescimento no número de participações de novas escolas, o que contribui para o surgimento de novos talentos, que estavam escondidos fora das competições estudantis”. O técnico Ricardo Oliveira (Sartre/COC) completou: “A meu ver eles servem ainda para incentivar o esporte como futura opção de vida para alguns alunos e criar um processo de integração e harmonia dentro das escolas”.


Oliveira observa que há uma sensível melhora no nível técnico em relação aos anos anteriores “e com isso, os alunos criam novas motivações para participar do evento”. Quem concorda com ele é a aluna Priscila Cunha, 14 anos, do Colégio São José: “A cada jogo a nossa equipe torna-se mais unida e a busca pela vitória cresce. Temos também a oportunidade de competir com outras instituições que estão em grau mais elevado de disputa”.


Ao seu lado, Isabela Pallos, 14 anos, do Sartre/COC, acredita que os jogos são muito bons porque é possível perceber os próprios erros e aprender com os dos outros. “Nos próximos anos, com certeza, estaremos com um nível técnico mais apurado”, disse.


Entusiasmo


Assim como os alunos, que participam da competição cheios de entusiasmo, muitos pais também comparecem com o mesmo espírito aos jogos para incentivar os seus filhos. A pedagoga e divulgadora de livros infanto-juvenis, Tereza Gomes, mãe de Jaqueline, 13 anos, do Sartre/COC, era uma das que estavam na Escola Parque, na Caixa D’Água, toda empolgada.


Antes de deixar a quadra para cuidar de afazeres profissionais, ainda teve tempo de gritar para a sua filha: “Tem que ganhar, hein!”. A menina deu um olhar de cumplicidade e sorriu. O resultado, contudo, não foi o esperado, mas Jaqueline deu a sua contribuição positiva para o brilho da disputa.


As professoras Eliana Bastos e Maria de Fátima Júnior, do Colégio Odorico Tavares, que acompanhavam os jogos como técnicas de handebol, tinham visões comuns sobre a competição e suas respectivas contribuições ao fomento do esporte na Bahia. “Esta integração que os Jogos Escolares da Bahia proporcionam é válida em todos os aspectos. Todavia, seria de fundamental importância que houvesse mais competições desta natureza durante todo o ano letivo, principalmente para revelar novos talentos, afinal esses jogos devem ser olhados também como um caminho profissional”.


Segundo elas, uma competição estudantil como esta é um momento significativo de oportunizar uma cultura esportiva saudável entre crianças e adolescentes. Como sugestão elas apontam para a realização de jogos por zonas, envolvendo primeiro as escolas dos bairros e dos subúrbios para fechar com uma grande festa com a participação dos vencedores.


Exceto alguns alunos que se destacam e conseguem bolsas de estudo para jogar fora do Estado – como o garoto Paulo Henrique, do Colégio São José (Cidade Baixa), hoje em Blumenau (Santa Catarina) –, outros com igual talento e qualidade encerram prematuramente as suas carreiras esportivas, quando poderiam fazer do esporte uma profissão principal e vencer na vida como qualquer cidadão. Paulo Henrique já realizou testes na Seleção Brasileira Juvenil de Handebol.