Experiências realizadas em sala de aula que renderam bons frutos no processo de aprendizado podem ser premiadas. Estão abertas, até o próximo dia 30, as inscrições para a 2ª Edição do Prêmio Professores do Brasil, voltado para docentes da Educação Infantil e das séries iniciais do Ensino Fundamental da rede pública.
O prêmio visa a valorização do professor como principal agente no processo de melhoria da qualidade do ensino. Para participar, os interessados devem relatar uma experiência desenvolvida com sua turma em 2006 ou que esteja em andamento para conclusão este ano.
Dentre os trabalhos inscritos, serão selecionados 20, sendo dez na categoria Educação Infantil e outros dez do Ensino Fundamental. Cada um dos 20 professores escolhidos será premiado com R$ 5 mil em dinheiro, mais diploma e troféu. As inscrições podem ser feitas nas secretarias municipal e estadual de Educação. A premiação será realizada no dia 15 de outubro. Maiores informações podem ser obtidas no portal do MEC – www.mec.gov.br.
Na primeira edição do prêmio, realizada em 2005, quatro experiências exitosas desenvolvidas na Bahia foram classificadas e participaram da etapa nacional, tendo um vencedor entre os 20 da etapa final. O trabalho premiado foi o da professora da Escola Municipal de Nova Esperança Professor Ari Tourinho, Cláudia Beatriz Souza de Jesus.
Tendo a colaboração de duas outras professoras da escola, ela desenvolveu o projeto Prática de leitura através de brinquedos. Trabalhando com alunos do pré-escolar, Cláudia usou o lúdico para fomentar o aprendizado.
“Os alunos construíam ‘beyblade’ (uma espécie de peão moderno) em casa com sucatas e traziam para a escola, até que sugeri que eles trouxessem o material para fazermos na sala de aula. A partir do brinquedo, passamos a desenvolver atividades de leitura de escrita”, conta a professora premiada.
Com o pontapé inicial já dado, bastou um pouco de criatividade para a idéia deslanchar de vez. Para estimular a escrita, os alunos passaram a escrever o nome dos brinquedos construídos em sala de aula e das matérias-primas utilizadas para confeccioná-los.
Os estudantes também foram estimulados a criar quadrinhos e música utilizando os nomes dos brinquedos. “Considero que os resultados do projeto foram muito bons porque conseguimos atingir outras áreas do conhecimento como a matemática e as ciências naturais, onde construímos uma linha do tempo”, contou. A avaliação do aprendizado foi feita durante todo o processo, onde foi constatado um aumento da participação expressivo.
Na época do resultado, a notícia de que o trabalho havia sido escolhido entre as 20 melhores experiências do país pegou a autora de surpresa. “Nos surpreendeu ver que o projeto foi premiado no âmbito nacional e o único da Bahia. O resultado só fez reforçar a crença de que, enquanto professores, devemos valorizar as experiências que os alunos trazem para sala de aula”, avalia a professora.