Por unanimidade, o trade turístico da Bahia considerou inaceitável as medidas tomadas pelo ministro da Defesa, Nelson Jobim, para a recomposição da malha aérea, que resultou no cancelamento de 12 vôos do Aeroporto de Congonhas (SP) para a Bahia. A revisão das medidas é a principal reivindicação do trade, que consta da uma carta produzida na reunião que realizaram, hoje (5), no Centro de Convenções, com o secretário de Turismo, Domingos Leonelli, a presidente da Bahiatursa, Emília Silva, e a presidente da Comissão dos Desportos e de Turismo da Câmara Federal, deputada Lídice da Mata.
O documento, que será entregue ao ministro, mostra que as medidas de reorganização da malha aérea não afetarão apenas o turismo, mas também outros segmentos econômicos no estado. Segundo Leonelli, o cancelamento de três dos cinco vôos ligando Congonhas a Ilhéus, vai prejudicar a indústria de informática do município, que tem na aviação o principal meio de transporte dos produtos. Emília disse que a medida resultará num grande golpe para a Bahia, representando uma perda de 150 mil turistas/ano
Sobre o aeroporto de Ilhéus, o documento também questiona as medidas impostas pelo Ministério da Defesa, como a redução da pista sob a alegação de segurança. O trade salienta que nesses 40 anos de sua existência nunca houve acidente ou incidente grave.
O documento sugere ao ministro, entre outras medidas, ampliar a capacidade aeroportuária de São Paulo, liberar saída de vôos de Congonhas para cidades de até 1.380 quilômetros, liberar o aeroporto de Congonhas nos finais de semana para os vôos Charters para a Bahia e Nordeste, diminuir o espaçamento entre uma aeronave e outra, que era de cinco milhas e agora passou para 15 milhas e diminuir o stop para decolagem, que era de 30 minutos e passou para 40 a 50 minutos.
Na reunião, o secretário foi informado pelo superintendente da TAM no Nordeste, Davidson Botelho, que a Agencia Nacional da Aviação Civil cancelou o único pouso no aeroporto de Una, sob a alegação de que os equipamentos de segurança são insuficientes.
Preocupado com a possibilidade situação persistir, o trade turístico teme o desemprego em toda a cadeia produtiva, com o fechamento de estabelecimentos. “Ainda não podemos mensurar em termos de número, mas o setor vem sofrendo nos últimos dois anos com a crise na aviação, o que tem representado uma queda de 35%, no fluxo turístico do estado. Agora, com mais esse problema, será um tiro na nuca”, disse Alexandre Zubramam, do complexo de Sauipe.
Trade turístico não aceita redução de vôos de Congonhas para Salvador
05/10/2007