Após oito dias desde a largada oficial em Le Havre, França, apenas mil milhas náuticas (1820 km) separam a regata internacional Transat Jacques Vabre da Baía de Todos os Santos. De acordo com a organização do evento, a expectativa é que os barcos comecem a chegar na manhã desta quarta-feira (14).
Liderada pelo veleiro multicasco Groupana 2, a Jacques Vabre é a mais importante das regatas que escolheram a Bahia como porto seguro ao final da travessia do Atlântico. Considerada, pelos amantes da vela, como a Fórmula I da náutica mundial, a Jacques Vabre é composta por 60 barcos que chegam a atingir uma velocidade de até 40 nós (72km/h). Enquanto um veleiro convencional levaria cerca de um mês para atravessar o Atlântico, essas máquinas de navegar cruzam o oceano em pouco mais de dez dias.
Durante o período em que o evento permanecer na cidade, cerca de 300 pessoas – entre velejadores, organizadores, imprensa e familiares – circularão pelo Terminal Náutico da Bahia, em frente ao Mercado Modelo de Salvador.
Para Robinson Almeida, assessor geral de comunicação do Governo do Estado da Bahia, as regatas têm um importante papel no desenvolvimento do turismo náutico internacional. “Queremos que a Bahia seja a porta de entrada deste turismo que começa a florescer no Brasil, até porque, dados internacionais apontam a náutica como o segmento que mais gera emprego por dólar investido”, afirma Robinson.
Um bom exemplo disso pôde ser constatado com a regata de volta ao mundo Clipper 07-08, que esteve em Salvador em outubro por dez dias. Segundo os organizadores, neste período, os 160 tripulantes deixaram, apenas no comércio de Salvador, aproximadamente R$ 500 mil.