Como parte da programação, em homenagem ao "Dia da Consciência Negra", amanhã (23), às 18h30, será lançado o vídeo-documentário, "Povo de Santo". O filme será exibido simultaneamente em três lugares diferentes: Sala Walter da Silveira, Sala Alexandre Robbato e ao ar livre, no Quadrilátero da Biblioteca Publica, nos Barris.
Com a realização do Núcleo Omi-Dudu, o projeto tem o apoio da Fundação Cultural Palmares do Ministério da Cultura. A equipe tem como roteirista o Historiador Manoel Passos Pereira (Manuca), direção de fotografia e argumento: Wilson Militão, assistente de fotografia: Robson Santana, montagem e edição: Amina Alakija, produção: Sue Ribeiro, finalização: Michele Rodrigues e direção Geral: Wilson Militão.
Matriz africana
Expressão corrente que usa na Bahia para identificar os participantes do candomblé, o documentário "Povo de Santo" é uma abordagem dessa religiosidade de matriz africana na Bahia, com enfoque de quem proclama dessa fé. São vozes de sacerdotisas e sacerdotes de importantes terreiros que foram e estão sendo reconhecidos pela Fundação Cultural Palmares para o posterior tombamento como Patrimônios Culturais do Brasil pelo Iphan. São terreiros das nações e ou etnias Angola (Banto), Jeje (Fon) e Keto (Ioruba), com influencia dos Caboclos (Encantados) dos índios nativos configurando a diversidade de panteões que cultuam os Inquiçes, Voduns e Orixas.