Velejadores da regata B to B partem rumo à França

27/11/2007

Enquanto apenas 900 milhas náuticas separam os últimos veleiros que participam da regata Transat Jacques Vabre da Baía de Todos os Santos, 15 navegadores da categoria Imoca (barcos monocasco de 60 pés) se preparam para levantar vela e seguir rumo a Bretanha, na França.


A travessia do Atlântico, agora no sentido inverso, dá nome a regata B to B e é considerada pelos amantes da vela como uma das provas mais difíceis da náutica mundial. "Nesta regata, os velejadores colocam à prova toda a perícia e habilidade dos verdadeiros homens do mar. Eles cruzam as cerca de 4.300 milhas no sentido contrário das correntes marítimas e dos ventos, ou seja, da Bahia até a Bretanha é só sofrimento", brinca Luis Serpa, organizador da regata. Mais de 4000 milhas separam Salvador do porto de La Forêt-Fouesnant (na França).


Com 17 veleiros construídos nos últimos meses para a regata Vendée Globe, que acontece em novembro de 2008 e é considerada a mais importante das regatas internacionais, a classe Imoca está cada vez mais ativa, e todos o skippers que possuem barcos de 60 pés vão participar da B to B, que é uma competição em solitário e uma pré-qualificação para a Vendée Globe. As regras obrigam todos os iniciantes de uma competição, com mais de 2700 milhas náuticas numa viagem que deve durar 2 semanas.


O que é realmente especial sobre esta viagem entre os dois hemisférios é cruzar a linha do Equador, uma rota intertropical caracterizada por ventos leves e irregulares alternados com repentinas e violentas tempestades. O que incentiva os competidores a participar desta regata e fez com que 14 deles mostrem interesse em competir para se qualificarem para Vendée Globe e também testar suas máquinas (veleiros). A B to B acontece em paralelo com o Paris Boat Show (de 1º a 10 de dezembro).


Os veleiros devem chegar a Açores na mesma época que o Boat Show fechar as portas, a viagem se encerrará no dia 15 de dezembro. A Imoca (Classe Aberta Internacional de Monocascos) foi reconhecida como classe internacional em 1998, e foi fundada há 16 anos, apenas alguns meses antes da largada da 1ª Vendée Globe . Alguns velejadores da classe oceano queriam organizar as regatas e especificaram algumas regras para seus 60 pés.


Hoje a classe reúne barcos de 50 e 60 pés classe abertas, bons barcos de 30 pés, duas categorias de monocascos projetados para dar segurança, sem afundar e atendendo às regras de estabilidade.