Exposição sobre Rilke e Rodin termina hoje no Palacete das Artes

18/12/2007

Os interessados em conhecer um pouco mais sobre o encontro e a convivência do poeta tcheco Rainer Maria Rilke (1875-1926) com o escultor francês Auguste Rodin (1840-1917), ocorrida nos primeiros anos do século XX, só têm até hoje (18) para visitar a exposição “Rilke – Rodin: um encontro”, promovida pela Iniciativa Cultural Austro-Brasileira.


Com entrada franca, a mostra está em cartaz na Galeria da Mansarda do Palacete das Artes, um dos 12 espaços artístico-culturais do Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia (Ipac), na Graça. A exposição comemora os 122 anos da data de nascimento do poeta tcheco.


As gravuras são de autoria de Rodin, esboços mais conhecidos entre os artistas plásticos como “desenhos rápidos”. As fotos estão divididas em três núcleos cronológicos. O primeiro, do período em que Rilke freqüentava o colégio militar na cidade de Praga. O segundo, da época do casamento do poeta com a esposa Sara, e a terceira fase, os anos em que trabalhava com Rodin. As fotos também exibem registro histórico de um tempo de efervescência cultural, rememorando o fin-de-sècle e as primeiras décadas do século XX no continente europeu.


Considerado um dos mais importantes poetas da língua alemã no século XX, Rilke conheceu o escultor Auguste Rodin, em 1902, em Paris, sendo seu secretário de 1905 a 1906. De acordo com historiadores de arte, foi nessa época que Rilke aprendeu com Rodin a contemplar a obra de arte com tanta intensidade, quase como uma atividade religiosa, o que provocou também intensa produção criativa no poeta de língua alemã. Os versos da poesia de Rilke tornavam-se tão consistentes e completos como se fossem as belas e inspiradoras esculturas de Rodin.