O Hospital Municipal Dr. Lauro Joaquim de Araújo, na cidade de Correntina, no oeste baiano, foi reinaugurado hoje (14) após a realização de obras de ampliação. A unidade ganhou oito novos leitos.
Responsável pela realização de procedimentos de média complexidade, inclusive nas áreas de clínica médica, cirúrgica, pediatria e obstetrícia, a unidade ganhou do Governo do Estado um aparelho de Raio X e equipamentos para eletrocardiograma e anestesia.
A prefeitura do município, por sua vez, investiu na informatização da recepção, na aquisição de uma lavanderia completa e na refrigeração do local. Em breve, o hospital também será dotado de uma incubadora e de uma processadora de Raio X. O investimento total (governo estadual e prefeitura) foi de mais de R$ 300 mil.
A unidade atende a uma média mensal de 1.400 pessoas – não apenas da cidade de Correntina, mas também de municípios vizinhos. Mais de 60 profissionais, 13 médicos dentre eles, trabalham no hospital, que já existe há mais de 20 anos.A placa de reinauguração foi descerrada pelo governador Jaques Wagner, que visitou as instalações do local e destacou a importância da reforma. “Trouxemos equipamentos necessários para que as pessoas tenham um atendimento digno, como toda a população baiana merece. E vão vir mais investimentos para essa região, pois uma de nossas metas é consolidar o oeste como um grande celeiro econômico e de progresso do nosso estado”, declarou Wagner.
A secretária de Saúde do município de Correntina, Maria de Lourdes Neves Sodré, comentou que o hospital funcionava com muitas dificuldades antes da ampliação, mas que tudo está praticamente superado a partir de agora. “Durante todo o tempo da reforma, que durou mais de um ano, funcionamos provisoriamente na antiga casa de saúde e maternidade da cidade. Agora, todos os pacientes poderão vir de lá pra cá”, informou.
Em Correntina, o governador e o secretário da Agricultura, Geraldo Simões, entregaram ainda 513 títulos de terra a produtores rurais da região. Com os documentos em mãos, os lavradores agora poderão ter mais facilidade para adquirir crédito agrícola, como é o caso do produtor Rosalino de Moreira, 72 anos, dono de 14 hectares na Fazenda Pedra Preta. “Vou correr atrás de dinheiro para continuar plantando e colhendo milho, feijão, manga e laranja. Agora, felizmente eu tenho como comprovar que a terra é minha”, disse ele. Igualmente feliz estava a também produtora Caetana Ermina da Conceição, 71 anos, que cultiva mandioca, feijão e cana em 2,5 hectares da Fazenda Santo Antônio.
“Planto para sobreviver e não há palavras para descrever a minha felicidade de ter o título”, falou dona Caetana.Em 2007, a Coordenação de Desenvolvimento Agrário (CDA), vinculada à Secretaria da Agricultura (Seagri) processou 6.236 títulos de terra e realizou sete mil medições georreferenciadas, o que significa que mais sete mil títulos serão entregues este ano.
Após discursar para a população, o governador Jaques Wagner também assinou a ordem de serviço para a implantação de 354 ligações que vão levar energia elétrica para diversas localidades da zona rural de Correntina, que vai deixar para trás o lampião a gás e o candeeiro a querosene. Num investimento de R$ 1,8 milhão, a obra é resultado do Programa Luz para Todos, do governo federal – coordenado pelo Ministério de Minas e Energia, com participação da Eletrobrás, Secretaria Estadual de Infra-Estrutura (Seinfra) e Coelba. Em toda a Bahia, o Luz para Todos já chegou a 83 mil casas baianas da zona rural desde o ano passado.
Beneficiamento de algodão
Antes das atividades na sede do município, o governador Jaques Wagner também esteve na Fazenda Tabuleiro, a alguns quilômetros de Correntina, para participar da cerimônia simbólica de início das obras do Parque Xingu-Agru, um complexo agroindustrial (para cultivo e beneficiamento de algodão e cana-de-açúcar) que o grupo Multigrain vai construir na região. As obras devem começar ainda este semestre e o início da operação comercial está prevista para novembro de 2009. As obras da usina de descaroçamento de algodão, porém, já começaram e deve iniciar a produção em julho.
O empreendimento, fruto de um projeto de R$ 500 milhões, vai ocupar uma área de 82 mil hectares, dos quais 60 mil serão destinados às culturas de soja, algodão e cana-de-açúcar. O parque industrial também vai contar com uma usina termelétrica, que será alimentada com o bagaço da própria cana e tem previsão de começar a funcionar em março de 2011. As estimativas mostram que, a partir da moagem de três milhões de toneladas de cana, a usina vai fabricar 250 milhões de metros cúbicos de álcool hidratado e anidro por ano.
Apenas na primeira etapa, 45 mil toneladas de algodão em caroço serão processados pelo parque. Na segunda fase, em 2009, serão 81 mil toneladas. “A fábrica será a maior do gênero na América Latina”, festejou o governador Jaques Wagner, satisfeito com o que viu.
Segundo o presidente da Mitsui, Shoei Utsuda, o Brasil é considerado um dos poucos países do planeta capaz de fornecer alimentos para o mundo. “Nos demos conta de que a nossa participação nos agronegócios seria importante para a manutenção de um sistema sustentável de fornecimento de alimentos. Essa foi a principal razão de nossa decisão de realizar este investimento”, disse.
Na Bahia, além da Multigrain, a Mitsui possui mais dois importantes empreendimentos: é parceira da Companhia de Gás da Bahia (Bahiagas), juntamente com a Petrobras, e fornecedora dos vagões de passageiros para o Metrô de Salvador.