Bahia gerou 58.700 empregos em 2007

17/01/2008

Em 2007, foram gerados na Bahia 58.720 novos postos de trabalho com carteira assinada, de acordo com as informações disponibilizadas pelo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho e Emprego. Esse é o segundo melhor resultado apurado em toda a série histórica do Caged para a Bahia, só ficando atrás de 2005, quando foram criados 63.952 empregos. Em percentual, o crescimento foi da ordem de 5,05%.


Segundo Laumar Neves de Souza, coordenador de Pesquisas Sociais da Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), autarquia da Secretaria do Planejamento, esse percentual de geração de empregos em 2007 supera inclusive a estimativa de crescimento da economia baiana no ano, a qual situa-se no patamar de 4,5%. “De uma forma geral, 2007 foi extremamente positivo em termos de geração de postos de trabalho na Bahia, assim como foi para a economia brasileira como um todo”, diz. No Brasil, foram gerados 1.617.392 novos empregos no ano que passou.


A Bahia respondeu por cerca de 28,7% de todas as vagas que foram abertas na região Nordeste. Todos os setores da atividade econômica contribuíram positivamente. Os maiores destaques foram: Serviços (19.580), Comércio (14.699), Indústria de Transformação (10.432) e Construção Civil (9.499).



Dezembro em queda



Para o mês de dezembro de 2007, a Bahia registrou um saldo de emprego negativo de 3.944 postos de trabalho. Este mês, historicamente, apresenta o número de demissões maior que o número de contratações. “As razões que justificam essa performance estão vinculadas às próprias características desse registro administrativo, que capta o trabalho formal. Uma parte considerável das empresas satisfazem a bolha de consumo de final de ano recorrendo à contratação temporária de trabalhadores informais. E ao final do mês de dezembro, aumenta o número de desligamentos tanto de trabalhadores formais, quanto dos informais”, explica o coordenador de Pesquisas Sociais da SEI. No plano nacional, o cenário foi o mesmo: eliminação de 319.414 vagas com carteira assinada.


Outros fatores concorrem para que o mês de dezembro seja historicamente ruim para o mercado de trabalho formal. Um deles é o momento de entressafra nas áreas rurais do país, ou seja, de arrefecimento do ritmo das atividades agrícolas, e conseqüente redução de contratações. Um outro fator vincula-se ao ciclo de atividades de determinados setores urbanos, a exemplo do ensino, que reduz suas atividades nessa época. “A parada do ciclo escolar produz um ajuste no estoque de assalariados que se traduz em saldos negativos, entre os meses de novembro e janeiro, com um ápice de queda em dezembro”, diz.