RAUL RODRIGUES
DE BARRA DOS COQUEIROS (SE)
Durante o VI Fórum dos Governadores que está sendo realizado neste momento em Barra dos Coqueiros (SE), aMinistra Chefe da Casa Civil, Dilma Roussef, disse que a questão do PAC no Nordeste é central para o governo, pois é onde se realiza um duplo compromisso com a inclusão social e com o combate aos desequilíbrios regionais. Ela destacou a importância do crescimento do Nordeste para incluir o Brasil, pela primeira vez, na lista dos países de alto Índice de Desenvolvimento Humano (IDH).
“Nós tiramos mais de 9,7 milhões de brasileiros da miséria e outros 20 milhões migraram das classes D e E para a classe C. Esse processo vai crescer mais ainda, com um acréscimo da renda média nacional em 5,3%, sobretudo no Nordeste”, afirmou.
Segundo Roussef, este crescimento tem sido feito com distribuição de renda e com o aumento da participação da região. “Enquanto o emprego formal no Brasil cresceu a 20,6% entre dezembro de 2002 e dezembro de 2007, aqui essa taxa foi de 22,7%. O rendimento médio aquicresceu a 13% e o comércio a 44,2%. Ou seja, no Nordeste o crescimento tem sido mais robusto que no resto do país”, declarou.
A ministra citou alguns programas responsáveis por estes números: no Brasil inteiro, até novembro de 2007, onze milhões de famílias haviam sido atendidas pelo Bolsa Família e o Luz para Todos alcançou, até novembro do ano passado, 7,1 milhões de brasileiros. “Estes dois elementos explicam uma estabilidade e uma ampliação na qualidade de vida no caso dos mais pobres”, afirmou.
Roussef afirmou que o governo federal já está diminuindo as ações preparatórias e aumentando as obras do PAC. “Isso significa que o programa está no caminho certo", garantiu. Ela lembrou que, para o Nordeste, o investimento definido inicialmente era de R$ 80 bilhões.
Segundo Roussef, essa estimativa já foi alcançada em R$ 77,6 bilhões e vai passar do previsto, pois falta computar o início de 2009 e 2010, que ainda serão destinados a partir deste ano, além de todo o financiamento habitacional da pessoa física de 2008,2009 e 2010. “A gente calcula que, se não acrescentarmos nenhuma obra, o que é difícil, vamos investir cerca de 10 bilhões a mais do que havíamos estimado", contabilizou.