200 anos da abertura dos portos do Brasil é foco de livro

11/03/2008

Com três perspectivas sobre o primeiro passo do Brasil rumo à globalização, o livro Abertura dos Portos – 200 Anos oferece uma visão histórica e consolidada dos impactos desta iniciativa até os dias atuais. Lançado na noite desta segunda-feira (10) na sede da Associação Comercial da Bahia (ACB), ele é fruto de uma pesquisa realizada graças a convênios entre associações representativas do setor portuário, como Usuport, dos usuários e de instituições de pesquisa de Salvador, Rio de Janeiro e Lisboa, com recursos do Ministério da Cultura e do governo da Bahia.


Segundo os autores Jorge Couto, Francisco Viana e Luiz Walter Filho, a assinatura da abertura dos portos às nações amigas pelo então príncipe regente Dom João VI em 28 de janeiro de 1808 deve ser analisada a partir de três olhares: os impactos, inclusive negativos, da saída da família real portuguesa para o Brasil, a mudança do status de colônia para sede da coroa como um passo para a independência e a organização dos portos e suas tarifas.


Para o secretário estadual do Planejamento, Ronald Lobato, após 200 anos de um período de grande incremento para as relações estrangeiras, faz-se necessário uma nova abertura dos portos baianos. “Temos potencialidades portuárias fantásticas e devemos articular isso com o desenvolvimento do interior do continente, onde a Bahia seria um portal nacional”, afirmou.


Ele disse que é o momento de sair do ciclo que concentrou o desenvolvimento do país no rodoviarismo e na região Sudeste. “Agora volta a ser oportuno um desenvolvimento mais equilibrado, o que implica em alternativas portuárias e de ligações do Leste com o Oeste do continente”, destacou.


Prefaciado pelo governador Jaques Wagner, o livro é estruturado em três capítulos e uma cronologia.