O apoio do Governo do Estado à expansão industrial foi o principal incentivo para o Grupo Vulcabras/Azaléia ampliar as fábricas instaladas na Bahia, com investimentos da ordem de R$ 27 milhões. Serão sete unidades de produção instaladas na região de Itapetinga que vão gerar cinco mil novos empregos. Desse total, cerca de 1,5 mil trabalhadores já foram contratados. O anúncio foi feito esta semana pela Secretaria da Indústria, Comércio e Mineração (Sicm).
De acordo com o diretor-presidente do Grupo Vulcabras/Azaléia, Milton Cardoso, a escolha pela ampliação na Bahia foi principalmente pelos incentivos fiscais e apoio do Governo. “Nós temos fábricas em vários estados, mas escolhemos a Bahia porque o Estado nos garante um nível satisfatório de incentivos. Além da demonstração do Governo, nas figuras do governador Jaques Wagner e do secretário Rafael Amoedo de que são defensores da manutenção dos incentivos pelo período acordado. Essa foi uma questão fundamental na nossa decisão”, afirmou.
Cardoso ainda destaca que a atração de fornecedores para o estado faz parte desse projeto de ampliação. “Temos a proposta de até o final de 2009 termos o número de fornecedores locais multiplicado por três. Queremos que nossos fornecedores se instalem na Bahia ou aumentem a produção no estado para assim usarmos em nossos produtos a maior quantidade de componentes produzidos aqui”, afirma.
Mesmo com a atual crise do setor, na Bahia os investimentos estão sendo possíveis por conta dos incentivos fiscais. Além da Azaléia, outras três empresas estão se instalando no estado: Dilly, Ditor e Pegada, gerando um total de investimento de R$ 39 milhões e geração de 7,8 mil empregos diretos.
A Dilly, instalada em Santo Estevão, investirá cerca de R$ 7 milhões, gerando dois mil empregos diretos, enquanto a Ditor, em Amélia Rodrigues, prevê recursos de R$ 2 milhões, com a contratação de 200 funcionários. Já a Pegada, que vai se instalar em Ruy Barbosa, promete cerca de R$ 3 milhões em investimentos e o recrutamento de mais de 600 trabalhadores.