Aproximação entre universidade e ensino básico é tema de simpósio

21/05/2008

Articulação, educação básica e universidade. O tema do simpósio realizado até esta quarta-feira (21) no Instituto Anísio Teixeira (IAT) e que reuniu cerca de 500 participantes, entre professores, graduandos e pesquisadores baianos e de outros estados, é a aposta da Secretaria da Educação (SEC) para melhorar o ensino básico na Bahia.


O evento foi promovido por uma parceria entre a SEC e o Programa de Pós-graduação em Educação e Contemporaneidade (PPPGEduC) da Universidade do Estado da Bahia (Uneb). Durante três dias, foram realizadas conferências, palestras, oficinas e apresentações cujos resultados serão compilados em um livro.


“É na universidade que se pesquisa. Ela é um espaço de reflexão sobre a educação. O que queremos hoje é que a universidade não se dissocie mais da educação básica, que elas se aproximem”, afirmou a superintendente de Ensino Básico da Secretaria da Educação, Ana Teixeira. Ela disse que o simpósio foi pensado como uma forma de se promover essa aproximação e articulação.


“Um dos nossos princípios é que a universidade tem que ser socialmente referendada e um dos grandes debates hoje é sobre a qualidade da educação e sobre o que tem sido feito nas escolas”, observou. Segundo Ana, os temas discutidos durante o evento são os que as escolas estão vivenciando. “É um momento especial, disparador desse processo de articulação entre a escola básica e a universidade”, explicou.


Pesquisa e prática distantes


A professora do Centro Municipal de Educação Infantil Cid Passos, Gilmaria Cunha, aprovou a iniciativa. “Esse simpósio nos deu a oportunidade de ouvir o que a universidade, a academia, tem pesquisado sobre a prática docente e sobre as pesquisas em relação à escola”, afirmou.


Para Gilmaria, os professores precisam participar do diálogo com as universidades. “Existe um distanciamento entre a pesquisa e a prática. Tantas pesquisas são feitas e não há uma melhora na qualidade do ensino. Isso se dá porque é preciso haver um diálogo”, declarou.


Ela disse que o professor precisa estar motivado a ser um pesquisador, “a refletir sua prática e agir sobre ela. Esse evento nos deu essa oportunidade”.