Ebal conquista credibilidade junto a fornecedores

21/07/2008

Com a reestruturação da Empresa Baiana de Alimentos (Ebal), as lojas da Cesta do Povo passaram a ser disputadas pelos fornecedores do setor supermercadista. Hoje, são 1.200 fornecedores na lista, com outros 6 mil aguardando inclusão no cadastro. A nova relação da Cesta do Povo com as grandes empresas de produção e comercialização pode ser conferida na Superbahia – 1ª Feira e Convenção Baiana de Supermercados, Atacados e Distribuidores, que se realiza até esta quarta-feira (23), no Centro de Convenções.


Na abertura do evento, o presidente da Ebal, Reub Celestino, confirmou as estimativas de que a empresa - que desenvolve um programa social com oferta de produtos de qualidade a preços abaixo da média do mercado -, já conseguiu reduzir o prejuízo anual de, aproximadamente, R$ 305 milhões, verificado em dezembro de 2006, para cerca de R$ 9 milhões. Reub, que representou o governador Jaques Wagner na solenidade, ainda confirmou as estimativas de que a empresa deve zerar o prejuízo já no ano que vem.


“Hoje, além dos recursos do Estado, as lojas já conseguem negociar a partir do faturamento próprio, criando condições para obter e oferecer vantagens aos fornecedores”, contou Reub, assegurando que 90% da dívida com fornecedores já foi equacionada apenas no período de um ano e três meses da reestruturação. Das 425 lojas da Cesta do Povo que estavam desativadas, 275 lojas já voltaram a atender a população tanto na capital, quanto no interior, com previsão de atingir 310 lojas até o final deste ano, em 240 municípios.


A Ebal é uma das 76 empresas que mantém um estande na Superbahia. O objetivo do evento é estreitar a relação entre os supermercadistas e fornecedores não apenas para ampliar os negócios, mas para difundir novas tecnologias usadas para a comercialização de produtos e na relação com os consumidores. A empresa também se destaca no evento pelo potencial no mercado, com atendimento anual de 20 milhões de pessoas, ocupando a oitava posição no ranking do setor na Bahia, “já caminhando para a quinta”, como ressaltou Reub.


“No caso da Cesta do Povo, que desenvolve um papel social, inclusive como regulador de preços, em regiões distantes e que não despertam o interesse dos empresários para maiores investimentos, os supermercados e fornecedores não são vistos como concorrentes e sim como parceiros”, explicou. A Ebal também já está desenvolvendo um projeto para atuar também como atacadista, a partir do segundo semestre, para suprir os pequenos comerciantes.


Segundo dados da Associação Baiana de Supermercados (Abase), a Bahia conta hoje com cerca de 3 mil lojas de supermercados e atacadistas, de um total de 500 empresas. O setor corresponde a 8% do Produto Interno Bruto (PIB) do estado. “Nossa expectativa já nesta primeira edição da Superbahia é avançar na qualidade de atendimento ao consumidor, com redução de custo e aplicação de novas tecnologias, contando com a parceria do Estado também nos programas de incentivo da economia local para um crescimento ainda maior do setor”, concluiu José Humberto Souza, presidente da Abase.