Estado viabiliza recursos do BNDES para agricultura familiar

25/07/2008

Produtores de frutas de Irecê e de mandioca e inhame, no Recôncavo, contarão com suporte do Governo do Estado para captação de recursos do Fundo Social do BNDES. A proposta, que visa à formatação de projetos para a cadeia produtiva da agricultura familiar, será coordenada por um grupo de técnicos da Secretaria do Planejamento (Seplan), da Desenbahia e da Superintendência de Agricultura Familiar (Suaf), da Secretaria da Agricultura (Seagri), com apoio de técnicos do BNDES.


Além do Fundo Social, o projeto pode ser apoiado simultaneamente por outra fonte, a exemplo do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar ( Pronaf), do Banco do Brasil.


Entre os primeiros projetos para os quais se pretende obter financiamento do Fundo Social estão os Centros de Distribuição e Classificação de Hortifrutigranjeiros e de Processamento e Beneficiamento de Produtos não Consumidos in Natura. O projeto deve ser estruturado de forma a melhorar a produção, gerar emprego e renda, podendo incluir capacitação e aquisição de equipamentos.


Segundo o chefe da Assessoria Econômica da Seplan, César Nascimento, as etapas iniciais do processo incluem a definição da quantidade de produtores, a área onde se situam, os tipos de produtos, a produção, a instituição que será parceira no projeto. “O privilégio do social é uma diretriz da política do governo federal para o BNDES, que vai destinar 5% do seu capital financiável para esse segmento e ampliar a liberação de recursos para o Nordeste de 8% para 16%”, explicou o secretário do Planejamento, Ronald Lobato.


Como agente promotor do desenvolvimento, o BNDES destina recursos de natureza não-reembolsáveis para aplicações em projetos na área social, direcionados prioritariamente para a população de baixa renda e em situação de risco social, que atendam às diretrizes e normas operacionais do Fundo Social.


Tais recursos são sempre destinados a projetos que possam ganhar, no prazo mais curto possível, sustentabilidade econômica, de forma a permitir que as populações por eles beneficiadas ganhem sua autonomia junto ao mercado, melhorando a qualidade de vida e fortalecendo esse segmento da sociedade.