Tubos para emissário submarino chegam a Salvador

07/08/2008

Os tubos que vão compor o emissário submarino da Boca do Rio chegaram no atracadouro da Base Naval de Aratu, em Salvador. O navio irlandês Beluga Shipping trouxe do Chile, 191 tubos, com 12 metros, em PEAD, material borrachoso resistente e flexível adequado para tubulações que sofrem ação de movimentos ou impactos.


Técnicos acompanharam todo o trabalho de estocagem do material em três pontos, na própria Base Naval. Em todos eles, operadores de guindaste suspendiam e depositavam, com precisão de movimentos, as seis toneladas de cada tubo. O trabalho de desembarque e estocagem vai levar três dias para ser concluído. Após a liberação do navio, os tubos serão transportados até um estaleiro em Mapele, na Baía de Aratu.


Lá, eles vão ser acoplados por termofusão e se transformarão em quatro tramos (peças) com cerca 800 metros. Em Mapele, também estão sendo montados contrapesos que serão anexados à tubulação para que ela seja afundada no mar.

A partir de novembro, os tramos com os contrapesos serão transportados, pelo mar, do estaleiro de Mapele até a Boca do Rio. O afundamento da tubulação será feito até o final de fevereiro.


O emissário


A obra atenderá à ampliação do sistema de esgotamento de Salvador que, em 2010, terá capacidade de cobertura de 88% dos domicílios. Um milhão e 100 mil pessoas serão beneficiadas na capital e no município de Lauro de Freitas.

O governo estadual conseguiu diminuir o valor do contrato em 20%. A obra vai custar R$ 205 milhões, recursos do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) e será concluída em dois anos. Ao final, os efluentes urbanos terão sua destinação final adequada, deixando de poluir os rios e praias, trazendo saúde para a população.


Dúvidas mais comuns sobre o projeto



  1. Após as audiências públicas para implantação do emissário e visando atender à comunidade da Boca do Rio, foram feitas modificações no projeto original da obra.

  2. Durante a obra não haverá qualquer dano às dunas na Praia dos Artistas porque a tubulação vai passar afastada das dunas.

  3. As barracas de praia não serão afetadas pelas obras, e não serão relocadas.

  4. As quadras esportivas também vão ficar do jeito que estão. Nada vai mudar

  5. O assentamento da tubulação não vai causar danos ao meio-ambiente. Os estudos (registrados em imagens submarinas) revelam que não existe formação significativa de corais onde a tubulação vai ser implantada.

  6. A Avenida Jorge Amado não vai ser fechada ao tráfego. A escavação para assentamento das tubulações será feita de modo subterrâneo e ao longo da pista, por meio de túneis, sem abrir valas. Isso minimiza interferências no tráfego e na atividade comercial.

  7. Os estudos de avaliação ambiental concluíram que não vai haver prejuízo à pesca com a implantação do emissário da Boca do Rio. Pesquisa junto à pescadores da Colônia do Rio Vermelho atesta que, em mais de trinta anos de funcionamento do emissário existente no local, não houve redução na atividade pesqueira.

  8. Os moradores da área onde vai ser construída a Estação de Condicionamento, no Bate Facho não vão ser deslocados e nem vão perder seu campo de futebol. A obra não vai ocupar o espaço do campo.

  9. A Estação de Condicionamento Prévio da Boca do Rio não vai trazer mau-cheiro nem qualquer problema de saúde para quem mora nas áreas próximas.