Mais de 2 mil pessoas participaram das oito plenárias da 1ª Conferência de Comunicação Social da Bahia, que reuniram representações de mulheres, índios, quilombolas, sem-terra, comunicadores populares, iniciativa privada, organizações não-governamentais (ONGs), estudantes e profissionais de comunicação dos 26 territórios de identidade do estado.
A partir desta quinta-feira (14), a conferência reúne até sábado (16), em Salvador, 247 delegados eleitos nas territoriais (70% da sociedade civil e 30% do governo e iniciativa privada) e cerca de 160 observadores, que vão sistematizar as propostas tiradas nestas plenárias e divulgar a Carta da Bahia.
Esta é a primeira conferência de comunicação promovida no país e a intenção é fazer a interlocução governo-sociedade para elaborar políticas públicas representativas da diversidade territorial do estado e estimular a convocação da conferência nacional.
As discussões serão no Hotel Sol Bahia, em Patamares, e a mesa de instalação terá, a partir das 19h, a participação do governador Jaques Wagner, da deputada federal Luiza Erundina (SP), da Comissão de Comunicação, Ciência e Tecnologia da Câmara Federal, do assessor-geral de Comunicação Social do Governo da Bahia, Robinson Almeida, e do presidente do Conselho Estadual de Cultura, Albino Rubin, dentre outros. O evento terá transmissão ao vivo pela internet no site www.comunicacao.ba.gov.br.
Na sexta-feira, a programação será das 8 às 18h e no sábado, das 8 às 12h.
“A conferência é o espaço de todos – empresários, trabalhadores, poder público, segmentos comunitários e alternativos, estudantes e professores de comunicação – para avaliar, estabelecer linhas de ação e contribuir para a elaboração de políticas públicas para a Bahia e para o Brasil”, afirmou Almeida.
Discussões em quatro eixos temáticos
Os eixos temáticos das plenárias foram: desenvolvimento territorial, educação, políticas públicas e cidadania e novas tecnologias da informação em comunicação. Os temas que mais despertaram o interesse dos participantes foram: regularização das rádios comunitárias (políticas públicas) e criação do conselho de comunicação social (desenvolvimento territorial).
Um grupo de trabalho (GT) composto por representantes de ONGs da área de comunicação, universidades, sindicatos do setor e centrais sindicais é responsável pela organização da conferência.
A primeira plenária, em Eunápolis, reuniu em 7 de junho 154 participantes do Território do Extremo Sul. A segunda, no eixo Ilhéus/Itabuna, no dia seguinte, teve 174 presentes do Litoral Sul, Baixo Sul e Médio Rio de Contas. A terceira, no dia 14, reuniu 200 pessoas em Vitória da Conquista, representando os territórios de Conquista, Bacia do Paramirim, Sertão Produtivo e Itapetinga.
Barreiras sediou a primeira plenária de julho, no dia 5, com 105 participantes do Oeste, Bacia do Rio Corrente e Velho Chico. No dia 12, em Irecê, 242 pessoas se reuniram, representando os territórios de Irecê, Chapada Diamantina e Piemonte da Diamantina. Juazeiro recebeu, no dia 19, 124 participantes do Sertão do São Francisco, Piemonte do Itapicuru, Itaparica e Semi-árido Nordeste I. No dia 27, Feira de Santana reuniu 400 pessoas do Portal do Sertão, Sisal, Bacia do Jacuípe, Piemonte do Paraguaçu, Vale do Jiquiriçá, Litoral Norte e Agreste de Alagoinhas. No dia 2 deste mês, Salvador recebeu 667 inscritos da RMS e Recôncavo.
Programação
Nesta quinta-feira, a programação da conferência começa às 14h, com o credenciamento dos delegados no Hotel Sol Bahia. A solenidade de abertura será às 19h. Na sexta-feira, após a aprovação do regimento interno e apresentação da Carta da Bahia para discussão, estão previstos dois painéis simultâneos: Políticas Públicas e Desenvolvimento Territorial Local e Comunicação, Educação e Novas TICs. No sábado (16), será apresentada a sistematização dos textos finais que vão compor as resoluções da conferência.
A regulamentação do Conselho Estadual de Comunicação Social, previsto no artigo 227, parágrafo 2º, da Constituição da Bahia, deve ser uma das resoluções aprovadas pelos delegados.
Além de ser um feito inédito no país, a 1ª Conferência de Comunicação Social da Bahia discute a comunicação social como um serviço público, direito do cidadão e dever do Estado, como preconiza a Constituição Federal no capítulo V.