Alternativas para que os produtores de fogos em Santo Antônio de Jesus possam sair da clandestinidade e transformar a fabricação em uma atividade legal estão sendo discutidas pelos grupos de Políticas Públicas e de Fiscalização da Secretaria da Justiça, Cidadania e Direitos Humanos (SJCDH).
Entre elas, criação de uma cooperativa que integre todos os fabricantes da região, a implantação de um disque denúncia para intensificar o trabalho da fiscalização e também o apoio do Ibametro, com a utilização do selo de qualidade nos fogos comercializados, uma vez que a maioria desses produtos têm origem clandestina.
Na última reunião, sexta-feira (15), realizada no auditório da secretaria, o chefe de gabinete da Secretaria da Indústria, Comércio e Mineração (Sicm), Antônio Carlos Matias, defendeu a necessidade de qualificação da mão-de-obra local, para que essas pessoas tenham oportunidade de serem absorvidas em outras atividades.
Ele informou que “a indústria naval de Maragogipe, município vizinho, por exemplo, irá abrir 20 mil vagas”. Foi analisada também a possibilidade de acompanhar as produções de outros locais que já passaram pelo mesmo problema de Santo Antônio de Jesus e hoje possuem laboratório químico e estrutura destinada principalmente à exportação, como Santo Antônio do Monte (MG).
O superintendente de Apoio e Defesa dos Direitos Humanos, Frederico Fernandes, propôs uma reunião envolvendo as secretaria estaduais do Trabalho, Emprego, Renda e Esporte (Setre), da Educação (SEC) e Sicm para discutir estratégias de qualificação profissional em Santo Antônio de Jesus.
Além disso, uma reunião com a Sicm, o Sebrae e a comissão encarregada de elaborar proposta de organização e estruturação da produção de fogos na região, ambas a serem agendadas. A produção ilegal de fogos já resultou na morte 64 pessoas, devido à uma explosão em uma fábrica clandestina em Santo Antônio de Jesus, em 11 de dezembro de 199. Por isso, o empenho do governo e ONGs para acabar com a produção ilegal.