Empresários, gestores públicos e representantes da sociedade civil da província de KwaZulu–Natal, segunda maior economia da África do Sul, estão na Bahia para conhecer os programas de produção associada ao turismo e turismo étnico da Secretaria Estadual do Turismo (Setur). A similaridade entre a Bahia e KwaZulu–Natal foi o principal estímulo à vinda da comitiva.
Interessados na experiência baiana, os integrantes da delegação propuseram uma maior aproximação, convidando a Bahia a participar de feiras e eventos turísticos da província - onde se concentram as grandes operadoras e agências de viagens. Os sul-africanos sugeriram, também, maior intercâmbio a partir de uma ação conjunta para a criação de vôos diretos entre Salvador e KwaZulu-Natal.
Na última terça-feira (2), os sul-africanos debateram, com técnicos da Setur, as estratégias estabelecidas para o desenvolvimento da atividade turística na Bahia e conheceu detalhes dos programas de produção associada ao turismo e turismo étnico.
“O programa de produção associada visa estruturar o turismo de forma integrada à economia local, ampliando os benefícios econômicos da atividade turística para as comunidades, principalmente as do entorno, pela produção agrícola familiar, numa perspectiva de pequena escala, ou pela indústria, numa perspectiva mais ampla. A produção associada contribui também para o fortalecimento da identidade regional, através do estimulo às manifestações culturais e do resgate e ampliação do artesanato local”, explicou a superintendente de Serviços Turísticos da Setur, Ilana Cunha.
Ilana Cunha acentuou que o programa de turismo étnico vem trabalhando com as matrizes africanas na Bahia, incentivando, principalmente, a vinda de turistas afrodescendentes norte-americanos.
Economia em expansão
Os empresários, líderes do governo provincial e municipal e membros da sociedade civil são atuantes nos setores da agricultura e turismo. A visita faz parte do Programa de Desenvolvimento Econômico Gijima KZN, financiado pela União Européia, cujo principal objetivo é aprender com as boas práticas que contribuem para o desenvolvimento econômico local.
O coordenador do Gijima KZN, Richard Clacey, ressaltou que a economia de KwaZulu-Natal está em expansão, seguindo o crescimento que vem ocorrendo em toda África do Sul. Segundo ele, o turismo contribuiu em 10% para o PIB de KZN, criando 77 mil empregos diretos e 154 mil indiretos. Clacey ressaltou, ainda, que em KZN 80% das pessoas são descendentes da etnia Zulu e falam o dialeto Zulu. “A intenção é promover a inclusão dos negros zulus nessa economia”, finalizou.