Exportações baianas podem superar US$ 9 bi em 2008

05/09/2008

As exportações baianas continuam surpreendendo e as projeções já indicam que podem ultrapassar a marca de US$ 9 bilhões este ano. Em 2007 chegaram a US$ 7,4 bilhões, recorde histórico. Se as previsões se confirmarem, este resultado será obtido apesar da valorização do real e do forte crescimento do mercado interno.


Em agosto, os embarques da Bahia ao exterior totalizaram US$ 746,8 milhões, 10,2% a mais que as remessas efetuadas em agosto de 2007 e o terceiro melhor já registrado no ano, atrás apenas dos números de maio e julho. Já as importações somaram US$ 509,8 milhões, praticamente no mesmo nível de agosto do ano passado - 0,9% acima - o que resultou num saldo de US$ de 237 milhões, 37,3% superior a igual período de 2007.


Segundo o superintendente do Centro Internacional de Negócios da Bahia (Promo), Ricardo Saback, as exportações já acumulam até agosto, US$ 6,1 bilhões, superando em 30,8% os resultados de janeiro/agosto de 2007. Já as importações alcançaram US$ 4,4 bilhões, 25,1% acima de igual período do ano anterior.


Em agosto, as exportações foram lideradas pela celulose, com US$ 121 milhões, sustentadas por altas cotações no mercado internacional e volumes crescentes de embarques, resultado dos investimentos realizados para ampliação da produção em indústrias baianas. A seguir veio a soja, no pico de embarques da safra atual, com US$ 92,3 milhões, catodos de cobre com US$ 79,8 milhões e automóveis com US$ 40,3 milhões.


A alta de preços dos produtos básicos e semimanufaturados no mercado internacional continuaram a impulsionar às exportações no mês passado, quando, apesar da redução no volume físico embarcado em 15%, as receitas cresceram 10,2%. No ano, o efeito do preço nas exportações baianas responde por mais de 70% do incremento total das vendas externas do estado.


“Mesmo que os preços de exportação recuem daqui para frente, o que já vem ocorrendo com o petróleo e a soja, o efeito na balança comercial baiana só deve aparecer no final do ano ou início de 2009, já que a maioria das commodities embarcadas hoje e nos próximos meses pela Bahia já estão seladas, por contratos já fechados no período de alta das cotações”, observou Saback.


Tendência


O superintendente explicou que, influenciadas pela entrada de bens de consumo, preços do petróleo e dólar favorável, as importações baianas estão superiores ao ano passado, porém estabilizadas em torno dos US$ 520 milhões/mês. Nafta, com US$ 68 milhões, minério de cobre, com US$ 59,8 milhões, e cloreto de potássio, com US$ 32,5 milhões, lideraram as compras no mês de agosto.


Saback disse que a tendência das importações, em função das projeções de crescimento da economia no segundo semestre, é de aumento ainda maior que o registrado em 2007, porém sem explosão. “Dessa forma, espera-se que elas cresçam de forma mais vigorosa a partir de setembro, por conta do aumento da produção, das vendas de final de ano e, principalmente, por parte de grandes empresas exportadoras, pressionadas por demandas crescentes tanto interna quanto externamente”.


Em agosto, o principal mercado para os produtos baianos no exterior continuou sendo a União Européia, com quase 40% de participação e expansão de 21,7%, puxadas por maiores compras da Alemanha, Itália, Espanha e Países Baixos. No ano, o panorama é o mesmo, porém, individualmente, os EUA lideram a lista de principais mercados com 20% de participação e a Alemanha o de maior crescimento: 174,3%.