Operação conjunta cumpre oito mandados de prisão

12/09/2008

Matéria publicada em 12/09/2008 - 12:50

Atualizada em 12/09/2008 - 15:10


Uma operação conjunta da Polícia Civil, Secretaria Estadual da Fazenda (Sefaz) e Ministério Público, coordenada pela Delegacia de Crimes Econômicos e Contra a Administração Pública (Dececap), desarticulou nesta sexta-feira (12) uma quadrilha de estelionatários.


A Operação Camaleão começou por volta das 5h, com a retirada dos detentos Antônio Marcelo dos Santos do Complexo Penitenciário Lemos Brito, condenado a oito anos e quatro meses de prisão por estelionato, e Adson Souza Santos, da Colônia Lafayete Coutinho, condenado por tráfico de drogas.


Segundo a Polícia Civil, Antônio comandava o esquema da quadrilha por telefone de dentro do presídio, e Adson colaborava com o esquema também do interior da colônia penal.


Outras seis pessoas suspeitas de fazer parte da quadrilha foram presas: Robson Almeida dos Santos, Djaci dos Santos Cruz, André Sales Souza, Meire Rose Souza Santos, Marcelo Silva Santos e Joelma Araújo da Silva. Os suspeitos foram levados para averiguação e interrogados na sede da Dececap.


A Polícia Civil informou que os membros da quadrilha negociavam com contribuintes que deviam ao Fisco. Eles se faziam passar por auditores fiscais e entravam em contato com empresários para negociar um valor bem abaixo da dívida. De acordo com os policiais, os contribuintes acreditavam que estariam com os nomes de suas empresas limpos a partir da negociação.


“Joelma, namorada de Adson, trabalhava como empregada doméstica na casa de uma auditora federal e fornecia documentos com dados dos contribuintes à quadrilha. Já André era usado como ‘laranja’, emprestando a conta bancária para os depósitos, e Djaci trabalhava como controladora de processos para uma empresa terceirizada pela Sefaz e fornecia os dados dos contribuintes para o golpe”, explicou o delegado titular da Dececap, Cleandro Pimenta.


Todos foram indiciados por estelionato e formação de quadrilha. Antônio teve a prisão preventiva decretada e foi transferido para a penitenciária de Serrinha. Os demais foram encaminhados para a Delegacia de Fraudações (Deof) e estão em prisão temporária por cinco dias.


“Essa operação conjunta também teve a participação de vários órgãos da Justiça. Ela foi iniciada há, pelo menos, um ano e meio e com certeza vai ser estendida”, afirmou o promotor de Justiça Solon Dias Rocha Filho. Ele declarou que a quadrilha comandada por Antônio há oito anos aplicou o golpe em mais de 80 pessoas e conseguiu obter de R$ 2 milhões a R$ 3 milhões.


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