Numa operação conjunta entre a Polícia Civil, Secretaria da Fazenda (Sefaz) e o Ministério Público (MP) descobriu um grupo estelionatários comandado pelo interno da Penitenciária Lemos Brito Antônio Marcelo dos Santos.
Com informações privilegiadas, o detento entrava em contato com contribuintes que tinham pendências com a Sefaz e a Receita Federal e, se passando por auditor fiscal, negociava a quitação com valores inferiores.
Participava do esquema, Ádson Almeida dos Santos, que também cumpre pena por estelionato, na Colônia Penal Lafayete Coutinho, e sua namorada, Joelma Araújo da Silva, que trabalhava como empregada doméstica na casa de uma auditora da Receita Federal.
Ela recebia os processos e repassava informações de contribuintes com dívidas fiscais para o líder do grupo. Na Sefaz, a funcionária terceirizada Djaci dos Santos Cruz, funcionário do setor de controle de processos, também repassava para Antônio informações semelhantes.
O delegado titular da Delegacia de Crimes Econômicos e Contra a Administração Pública (Dececap), Cleandro Pimenta Bastos Neto, explicou que toda articulação da gangue era feita por Antônio e aproximadamente 80 pessoas foram lesadas, este ano, pelos acusados. As investigações foram iniciadas a partir de denúncias das vítimas.
Operação
O coordenador do Grupo de Atuação Especial de Combate à Sonegação Fiscal e aos Crimes Econômicos e Fiscais do Ministério Público da Bahia, promotor Solon Dias da Rocha Filho, disse que as investigações começaram há aproximadamente um ano e meio.
Agora será apurada a participação de cada integrante. "São importantes essas operações integradas, concentrando esforços e dividindo as tarefas", ressaltou.
Completavam o esquema criminoso, André Sales Souza, irmão de um detento da PLB, que emprestava a conta bancária para receber os pagamentos, Marcelo Silva Santos, Róbson Almeida dos Santos e Meire Rose Souza Santos.
Todos serão indiciados por estelionato, formação de quadrilha e falsificação de documentos.
Antônio foi transferido para o Presídio Estadual de Serrinha, Ádson continua custodiado na Colônia Penal Lafayete Coutinho e os outros seis integrantes cumprirão prisão temporária na Delegacia de Repressão a Estelionatos e outras Fraudes (Dreof), na Baixa do Fiscal.
Trabalharam na operação, agentes do Dececap e do Departamento de Crimes Contra o Patrimônio (DCCP).
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