Cerca de 86 mil baianos devem deixar Salvador para votar

03/10/2008

As eleições que acontecem no próximo domingo (5) devem levar cerca de 86 mil pessoas para as cidades do interior, através do terminal rodoviário de Salvador e do sistema ferry-boat. A estimativa da Agência Estadual de Regulação de Serviços Públicos de Energia, Transportes e Comunicações da Bahia (Agerba) é que somente pela rodoviária passem 50 mil passageiros. Já no ferry, além de 36 mil passageiros (ida e volta), a expectativa é de que 5 mil veículos façam a travessia Salvador-Bom Despacho.


Tanto na rodoviária quanto no ferry, a expectativa de movimento é parecida com as eleições de 2006, quando 42 mil pessoas utilizaram o transporte intermunicipal e 35 mil usuários e 4,4 mil veículos fizeram a travessia para a Ilha de Itaparica. As cidades mais procuradas são as do Recôncavo (Cachoeira, Santo Amaro, Cruz das Almas, São Félix), Feira de Santana, Santo Antônio de Jesus, Vitória da Conquista, Juazeiro, Itabuna, Ilhéus e Valença.


O movimento de saída da cidade pela rodoviária deve crescer a partir desta sexta-feira (3). As empresas de ônibus estão disponibilizando 110 horários extras, além dos 540 horários normais. Até as 17h de quinta-feira (2), nenhuma abertura de horário extra tinha sido solicitada pelas empresas à Agerba – que colocará equipes de plantão no terminal, em regime de 24 horas, para atuar na fiscalização dos ônibus e no atendimento aos usuários.


Já a concessionária TWB vai operar com cinco ferries na travessia Salvador-Bom Despacho, inclusive o ‘Ivete Sangalo’. Os ferries sairão dos terminais a cada 30 minutos e, enquanto houver demanda, estarão em tráfego.


Veículos clandestinos


Uma recomendação da Agerba para os usuários do sistema de transporte intermunicipal é para que evitem o transporte clandestino. Esses veículos não oferecem segurança, pois não são vistoriados e, em caso de acidente, deixam os usuários sem qualquer cobertura de seguro.


Para saber se um ônibus é do sistema regular e não-clandestino, basta verificar se ele tem o selo e o número de ordem da Agerba, colocados sempre em locais visíveis da chaparia ou no interior do veículo, e o Certificado de Autorização de Tráfego (CAT).


Além de não oferecer segurança, o passageiro que pega o ônibus clandestino nunca tem certeza de que vai chegar ao seu destino, já que em vários pontos das estradas a Agerba mantém blitze com as polícias rodoviárias federal e estadual. Reclamações podem ser feitas à Ouvidoria da Agerba, de segunda a sexta-feira, das 7 às 19h, por meio do telefone 0800-710080.