Representantes de três bairros que ficam no entorno do Parque Tecnológico de Salvador estiveram na semana passada na Secretaria Estadual de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti) para estreitar o diálogo entre o empreendimento e a população. A idéia é estabelecer uma ponte com as pessoas que moram nas regiões mais próximas ao parque para que elas possam também ser beneficiadas com a implantação do equipamento.
As lideranças de Mussurunga, Bairro da Paz e Vila Verde levaram ao encontro as primeiras impressões positivas sobre o Parque Tecnológico, que está com as obras de infra-estrutura iniciadas na Avenida Paralela. “Nossa expectativa é que a gente possa abranger quem tem mais necessidade e trazer benefícios para a nossa comunidade”, disse Joseph de Lima, de Vila Verde.
No Bairro da Paz já houve uma apresentação pública inicial do projeto, mas os representantes apontaram como a ação mais importante a adoção de estratégias de divulgação do empreendimento para que a comunidade possa ser incorporada ao parque.
“O parque é de todos e o governo quer construir esse projeto com a comunidade, porque algo desse porte não pode ser feito apenas com o poder público. Queremos a sociedade engajada para que tenhamos uma ferramenta salutar para todos, do trabalhador ao empresário, passando pelo pesquisador”, explicou o secretário de Ciência, Tecnologia e Inovação, Ildes Ferreira.
Foco nos estudantes
Na avaliação de Aroldo dos Santos, de Mussurunga, as pessoas precisam conhecer o projeto, principalmente os estudantes. “Vamos mostrar para os estudantes que eles podem colher mais frutos. Não precisamos apenas de saneamento. Nossa comunidade quer desenvolvimento e ficamos felizes com uma iniciativa desse porte na nossa vizinhança”, disse.
O trabalho com as comunidades é visto como prioritário pelo projeto para que a tecnologia de ponta e as pesquisas que vão ser desenvolvidas no complexo possam trazer resultados diretos também para quem vai conviver com o Parque Tecnológico de Salvador. De início, esses três bairros foram escolhidos por estarem geograficamente muito próximos ao empreendimento.