Com 7,5 milhões de quilômetros quadrados em 29 bacias com potencial para petróleo e gás natural e somente 4,4% desta área sob concessão, o Brasil desponta como um dos países que oferecem melhores oportunidades de negócios para exploração e produção de hidrocarbonetos. Para orientar os investidores interessados nesta atividade, a Agência Nacional do Petróleo, Gás e Biocombustíveis (ANP) realizará nesta segunda-feira (10), às 14h30, no auditório da Federação das Indústrias da Bahia (Fieb), no Stiep, o Fórum sobre a 10ª Rodada de Licitações de Blocos Exploratórios, que está confirmada para dezembro (dias 18 e 19), no Rio de Janeiro.
Participam da abertura do evento o diretor-geral da ANP, Haroldo Lima, o governadorJaques Wagner, o diretor-presidente da Bahiagás, Davidson Magalhães, e o presidente da Fieb, Sérgio Pedreira Souza. Técnicos da ANP vão abordar os aspectos jurídicos e ambientais deste tipo de concessão, além do papel do governo federal no incentivo à indústria nacional pela manutenção da auto-suficiência de petróleo e pelo incremento da produção de gás.
A 10ª rodada se destaca das demais porque todos os 130 blocos concedidos se situam em sete bacias exclusivamente terrestres perfazendo um total de 70 mil quilômetros quadrados. Quatro bacias são novas fronteiras até então inexploradas: Amazonas, Parecis (MT), Paraná e São Francisco (MG). As outras bacias - Recôncavo (BA), Potiguar (CE) e Sergipe-Alagoas – são maduras, com retrospecto bem-sucedido de extração.
No Recôncavo, primeiro reservatório explorado no país, serão concedidos 21 blocos a oeste e leste da região. A área total de 610 quilômetros quadrados abrange os municípios de Amélia Rodrigues, Camaçari, Candeias, Teodoro Sampaio, Dias Dávila, Mata de São João, Santo Amaro, São Francisco do Conde, São Sebastião do Passé, Simões Filho e Terra Nova.
Em áreas terrestres (on shore), onde o Brasil produz 11% do seu petróleo e quase 35% do seu gás natural, a atividade traz oportunidades também para o pequeno e médio empreendedor. Uma delas é, por exemplo, encontrar acumulações de pequenas dimensões em campos maduros como os do Recôncavo a um baixo custo exploratório, se comparada à atividade em mar (off shore).