A animação Ritos de Passagem, de Chico Liberato, é o projeto vencedor do Edital de Apoio à Produção de Obras Audiovisuais de Longa-metragem, concurso do Instituto de Radiodifusão Educativa do Estado da Bahia (Irdeb) que contempla o vencedor com uma premiação de R$ 1,2 milhão para realização de um filme inédito de ficção de, no mínimo, 80 minutos.
O primeiro suplente é Café, Pepi e Limão, de Pedro Léo, e Tropykaos, de Daniel Lisboa, o segundo suplente. Foram dez projetos inscritos no edital e todos foram habilitados.
Segundo o júri, formado por Assumpção Hernandes Moraes de Andrade, Geraldo da Rocha Moraes, Antonio Rosemberg de Moura (Cariry), Renato Ciasca e Wolney Mattos Oliveira, a animação Ritos de Passagem foi escolhida “pela tradução artística do universo tradicional e mítico da cultura popular do Nordeste brasileiro, inserido em um contexto de universalidade, bem como pela maturidade da proposta e comprovada experiência de produção nesse gênero”.
Liberato afirmou que o filme é uma história baseada em dois personagens que habitam o imaginário do sertão nordestino: o Santo e o Guerreiro. Após a morte, Alexandrino e o Santo (protagonistas do filme) embarcam na barca de Caronte, o barqueiro do Rio da Morte, que provoca nos personagens uma reflexão sobre os atos e escolhas que cada um fez em resposta aos acontecimentos que a vida lhe reservou.
“Será através dos ritos de passagem que transcorrerá a auto-análise dos personagens principais”, disse Liberato, que já havia realizado em 1983 o longa-metragem de animação Boi Aruá.
Ritos de Passagem prevê a contratação direta de 98 profissionais, entre técnicos, artistas e equipe de apoio. O projeto conta ainda com artistas importantes, como Xangai, Jackson Costa, Margareth Menezes, Ingra Liberato e o autor da música-tema, Elomar Figueira Mello, que já havia trabalhado com Liberato em Boi Aruá.