O governo da Bahia está pagando a pensão especial prevista na lei estadual 10.954, de 22/12/2007, a duas famílias de vítimas fatais do acidente ocorrido na Fonte Nova, no dia 25 de novembro de 2007. As outras cinco ainda não tiveram acesso ao benefício porque o Poder Judiciário não definiu quem são os herdeiros legais - Para concessão da pensão é preciso que os familiares apresentem os herdeiros legais. Como não está havendo uma indicação definitiva, por razões particulares, o Judiciário vai determinar os beneficiários.
As famílias das vítimas fatais e os sobreviventes continuam recebendo a visita regular da assistente social da Superintendência dos Desportos do Estado da Bahia (Sudesb). O Estado ressarciu as sete famílias das despesas com funerais, com base nas notas fiscais apresentadas por elas, e continua fornecendo, por intermédio da Coordenação de Defesa Civil (Cordec), vales-compra mensais a três famílias. Cinco famílias já receberam o seguro obrigatório. Um sobrevivente está empregado por interveniência do governo, outros indicaram familiares para empregos.
O governo do Estado instalou uma comissão de sindicância, para apurar responsabilidades no acidente, mesmo sem que nenhum laudo feito por empresas de engenharia antes do acidente aponte que o anel superior do estádio corria risco de desabamento. Os laudos indicavam apenas correções, mas nada que comprometesse a segurança dos torcedores.
Assistência às vítimas
Logo após o acidente, a Sudesb disponibilizou uma equipe para fazer o levantamento das vítimas hospitalizadas, além do primeiro contato com os familiares das vítimas fatais, na manhã do dia 26 de novembro.
Com o decreto 10.601, de 27 de novembro de 2007, o governador Jaques Wagner determinou à Sudesb adotar as providências necessárias à prestação da assistência às famílias das vítimas fatais, além de coordenar um Grupo de Acompanhamento formado por representantes da Procuradoria Geral do Estado, Secretarias da Fazenda, de Desenvolvimento Social e Combate a Pobreza e da Saúde.
Em relação aos sobreviventes, o acompanhamento foi iniciado com visitas aos Hospitais Geral do Estado, Roberto Santos e Santa Izabel. O Centro de Atenção Psicossocial (CAPs) Liberdade, órgão de saúde mental do Governo do Estado da Bahia, fez o atendimento psicológico dos familiares de quatro vítimas fatais. Esta unidade de saúde atendeu, inicialmente, 27 pessoas, 12 adultos e 15 crianças.