Confeccionar mapas, livros, figuras geométricas e jogos em alto relevo. Este é o motivo que levou 40 professores da rede estadual, que atende deficiente visual, a ir à sala de aula, desta vez para aprender.
A Secretaria da Educação do Estado (SEC) encerra, nesta sexta-feira (28), das no Instituto Anísio Teixeira (IAT), o Curso de Formação Continuada em Deficiência Visual - Adaptação de Material em Alto Relevo.
O objetivo é ampliar os conhecimentos para que o profissional esteja apto a trabalhar com diversos temas e linguagens, agregar valor ao aprendizado do estudante. O coordenador de Educação Especial, João Prazeres, explica que é uma forma de facilitar o entendimento, passando o conceito do imaginário para o concreto.
O educador que trabalha numa sala de apoio, por exemplo, utiliza várias linhas para o ensino-aprendizagem como o Braille e sorobã (instrumento de linguagem matemática).
Os docentes participantes - 30 do interior e 10 da capital - já trabalham com deficientes visuais nos centros de apoio pedagógico (CAP) e nas salas de apoio.
As aulas estão sendo ministradas pela professora Elise Ferreira, do Instituto Benjamin Constant, do Rio de Janeiro, a escola mais antiga para cegos da América Latina, fundada em 1854.
Libras
Em continuação às atividades para formação do professor na área de educação especial será realizado, na próxima semana o Curso de Libras. A capacitação é direcionada para professores da rede pública, que atuam em unidades de ensino da capital. As aulas acontecerão no IAT, das 8h30 às 17h30, com a presença de 30 docentes.