A Operação Pacificador, deflagrada neste domingo (30) e que resultou na prisão de Cláudio Campanha, conhecido como ‘Pai’, e de mais 13 pessoas da mesma quadrilha, acusados de tráfico de drogas e de diversos homicídios, foi avaliada nesta segunda-feira (1), em entrevista coletiva concedida pelos secretários de Segurança Pública, César Nunes, e da Justiça, Cidadania e Direitos Humanos, Marília Muricy.
Cláudio Campanha era o homem mais procurado da polícia baiana e estava foragido há um ano. Ele foi preso no sítio Canavieira dos Pinhais, localizado no município de Horizonte, região metropolitana de Fortaleza (CE).
Segundo o secretário de Segurança Pública, César Nunes, a operação foi iniciada há seis meses com investigação e mapeamento da quadrilha. Foram expedidos 25 mandados de busca e apreensão e 32 mandados de prisão, sendo que 14 foram cumpridos. Entre os presos, cinco cumpriam pena na Unidade Especial Disciplinar (UED), do Presídio Salvador, de onde comandavam as ações do tráfico.
Durante a operação foram apreendidos 23 telefones celulares - oito estavam com Cláudio Campanha; três agendas contendo diversas anotações, cadernos de contabilidade com toda movimentação financeira da quadrilha; pequena quantidade de maconha e cocaína, nove chips para celular e R$ 11,1 mil sendo que R$ 10,1 mil foram encontrados com Campanha.
O secretário César Nunes explicou que por meio das anotações contidas nas agendas será possível chegar a outras pessoas envolvidas com a quadrilha de Cláudio Campanha. “O nosso próximo passo será abrir inquérito,ouvir o depoimento de todos os acusados e de dar continuidade a operação”, disse.
A principio os acusados ficarão detidos no Complexo dos Barris, onde prestarão depoimento e serão acareados, sendo transferidos logo depois para o Presídio Salvador.
Procurado
Cláudio Campanha é considerado o líder de uma das maiores quadrilhas de tráfico de drogas da Bahia. Ele é apontado como mandante de duas chacinas ocorridas no Alto das Pombas, onde quatro pessoas foram assassinadas a tiros e duas ficaram feridas, e no Centro Industrial de Aratu (CIA), quando cinco homens foram carbonizados.
Mesmo foragido, Campanha continuava a comandar o tráfico de drogas no estado. Só nos últimos 60 dias, 15 homicídios foram atribuídos ao traficante. Após ser preso por agentes da Centro de Operações Especiais (COE) da Polícia Civil, Cláudio Campanha foi transferido para o Complexo dos Barris.
A operação conjunta entre a Superintendência de Inteligência da Polícia Civil, Delegacia de Tóxicos e Entorpecentes, COE e a polícia civil cearense contou com a participação de aproximadamente 250 integrantes. Além de Salvador, a Operação Pacificador atuou em Candeias, Dias D´Ávila, Feira de Santana, Irecê e Lauro de Freitas.