O grupo de trabalho do Governo do Estado responsável por viabilizar a realização 6ª Bienal de Cultura e Arte da UNE (GT Bienal), no próximo ano, em Salvador, se reuniu com representantes da União Nacional dos Estudantes (UNE) e União dos Estudantes da Bahia (UEB) para apresentar o conjunto de ações em apoio ao maior festival de arte estudantil da América Latina, que acontecerá entre os dias 20 e 25 de janeiro.
Compõem o GT, as secretarias de Relações Institucionais (Serin), Cultura (Secult), Educação (Sec), Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti), Turismo (Setur), Infra-estrutura (Seinfra) e Trabalho, Emprego, Renda, Esporte e Lazer (Setre).
O representante da Serin, Éden Valadares, explicou que a pasta é responsável pela articulação institucional entre os órgãos que o compõem e pela construção da política estadual de juventude.
Para ele, “a 6ª Bienal será um momento de importante intercâmbio cultural, de reflexão sobre o país e exposição da produção artística e cultural desta geração brasileira de jovens”.
Ações
Entre as ações apresentas pelo governo merecem destaque o apoio financeiro na ordem de R$ 300 mil, oriundos do Fundo Estadual de Cultura, e a disponibilidade de espaços públicos para as instalações da Bienal, a exemplo do Passeio Público, o complexo do Teatro Castro Alves e do Pelourinho.
O Instituto Anísio Teixeira (IAT), o Colégio Central da Bahia e as escolas Manoel Novaes, Odorico Tavares, Iceia, Teixeira de Freitas e Senhor do Bonfim funcionarão como alojamento durante os cinco dias do festival, que deve atrair um público de aproximadamente 15 mil pessoas.
Diversidade cultural
Com o tema “Raízes do Brasil: formação e sentido do povo brasileiro”, a Bienal receberá trabalhos nas áreas de artes cênicas, música, literatura, ciência e tecnologia, cinema e artes visuais. Esta edição do evento terá a participação não só de universitários, mas também de secundaristas e pós-graduandos.
Na opinião do diretor de cultura da UNE e coordenador da Bienal, Rafael Simões, o tema tem relação direta com a parceria firmada com o Governo da Bahia. “Esta parceria não se baseia apenas em recursos financeiros, mas na discussão de projetos de desenvolvimento e integração entre as diferentes regiões do nosso país e com a América Latina. A Bahia, que hoje tem um governo progressista, se encaixa muito bem nisso”, enfatizou.
O representante da Secult, Carlos Paiva, disse que, além de interiorizar e disseminar as ações de cultura faz parte da estratégia do Governo do Estado, sediar bons e grandes eventos artísticos nacionais e internacionais. “Por isso, realizamos festivais internacionais como o de Televisão e o de Artes Cênicas. Com a 6ª Bienal da UNE não é diferente. Ao promover intercâmbio cultural, estes eventos nos colocam em contato com o que há de melhor no Brasil e no mundo, em cada uma dessas áreas, e ajudam a divulgar a produção dos artistas baianos”, acentuou Paiva.