A partir do dia 1º de 2009, nove partidos políticos irão representar aproximadamente 93% da população da Bahia, estimada em aproximadamente 13 milhões de pessoas. O partido com maior número de prefeituras será o PMDB, com 107 municípios, inclusive a capital, alcançando 25,6% do total dos 417 municípios. O PMDB irá representar a maior soma de contingente populacional e de Produto Interno Bruto (PIB) baiano.
O segundo lugar nas disputas eleitorais ficou com o PT, que irá assumir 60 prefeituras (aproximadamente 14,8% dos municípios). O Partido dos Trabalhadores ficou também em segundo lugar no ranking da soma do contingente populacional, irá governar 13,9% da população baiana, ou seja, 1.820.507 pessoas, e responde por 25,7% do PIB do Estado, uma soma de aproximadamente R$ 24 bilhões, atrás apenas do PMDB.
Esse panorama é apresentado pelo Núcleo de Conjuntura da Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), autarquia da Secretaria do Planejamento (Seplan), com base num estudo que relaciona a nova composição partidária das prefeituras a indicadores sociais, econômicos, de finanças e de população.
Neste mandato que se inicia, o PMDB, presente em cerca de ¼ dos municípios baianos, irá representar 33,3% do total da população do estado (4.358.318 pessoas) e 34,3% do PIB (R$ 30 bi), sendo Salvador preponderante para esse resultado.
Apesar de ganhar a prefeitura da capital e ter o maior destaque global, quando analisados somente os 20 maiores municípios pelas óticas do PIB e da população, o PMDB não fica no topo da lista.
O partido que detém o maior número de prefeituras entre as vinte maiores é o DEM, com Feira de Santana, Paulo Afonso, Itabuna e Santo Antonio de Jesus, seguido pelo PT (Lauro de Freitas, Vitória da Conquista e Camaçari) e PSDB (Alagoinhas, Teixeira de Freitas e Simões Filho).
Em terceiro lugar, o PR tem 44 prefeituras (10,5%), mas fica na quarta posição na representação populacional (1.133.044 pessoas, isto é, 8,7% da população total), e aparece em quinto colocado em relação à soma das riquezas, com 6,1% do PIB (R$ 5,6 bi), impulsionado, sobretudo, por Luiz Eduardo Magalhães e Barreiras.
Logo em seguida, o quarto colocado é o DEM, que logrou sucesso em 41 municípios (9,8%). Em grande parte por conta da participação de Feira de Santana, Itabuna e Paulo Afonso, o partido é o terceiro em população (12,9%, ou seja, 1.652.751 pessoas) e em participação no PIB, com 11,8%, o equivalente a R$ 10 bi.
Desafios
O PSDB, um dos maiores partidos do país, venceu em 26 prefeituras (6,2%), sexto no ranking, mas assume o importante município de Simões Filho, que ajudou o partido a “levar” 6,5% do total do PIB, o que equivale a R$ 6 bi, a quinta maior soma. Ele aparece também em quinto em representação populacional, com 6,1% dos cidadãos baianos, o que equivalente a 802.127 pessoas.
O PP, com 36 prefeituras (8,6%), quinto melhor desempenho nas urnas, governa apenas 3,2% do PIB (R$ 3 bi) e 3% da população. O PC do B vai assumir 21 municípios (5,2%), outro grande partido que vem abaixo neste ranking, respondendo por 4,3% do total da população (566.315 pessoas) e 2,6% da economia (R$ 2,8 bi), com grande participação de Juazeiro.
O PSB levou 15 prefeituras (3,6%), 3,2% do PIB (R$ 3 bi), capitaneado por Ilhéus. O PTB fica com 14 prefeituras (3,3%), 1,9% das riquezas (R$ 1,9 bi) e tem grande participação do município de Jequié. Os demais partidos, juntos, assumem 4,6% do total do PIB, aproximadamente R$ 4,4 bi.
De acordo com o ranking do IDH (Índice de Desenvolvimento Humano), que avalia a renda, a esperança de vida e a escolaridade da população, nenhum município baiano pode ser considerado de baixo desenvolvimento (IDH até 0,499), embora a maioria esteja classificada como de médio desenvolvimento (IDH de 0,500 a 0,799) e apenas Salvador esteja classificado como de alto desenvolvimento (IDH maior que 0,800).
Os desafios maiores são do DEM e do PMDB, que administrarão municípios com maior necessidade de melhoria no Índice, a exemplo de Adustina (DEM), com IDH 0,551, e Coronel João Sá (PMDB), com IDH 0,526, entre os menores índices do estado.
Considerando o volume de Receita de Arrecadação (dados de 2006) que o gestor poderá dispor, o PMDB é o partido com maior quantia, totalizando R$ 3,3 bi, 32% do montante de R$ 10 bi do total do estado. Salvador responde por mais da metade da arrecadação do grupo de municípios que serão governados pelo partido.
Em segundo lugar está o DEM, com R$ 1,2 bi, equivalente a 11,5%. O PR aparece em terceiro lugar com um volume de R$ 842,3 milhões, equivalente a 8,1% do volume total arrecadado em 2006.