Publicada às 08:55
Atualizada às 19:50
O Programa de Internação Domiciliar do Governo do Estado, ação inédita no Brasil e na América Latina, que começou a funcionar em outubro de 2008, vem mudando a vida de pessoas como o ex-operador de máquinas Jorge Freitas Santana, que convive há dez anos com um tumor no cérebro e viu o seu estado de saúde melhorar após participar do Programa. Em Feira de Santana, onde mora o paciente, o programa foi lançado oficialmente nesta quinta-feira (8), pelo governador Jaques Wagner.
Através da Internação Domiciliar, o paciente recebe atendimento em casa por uma equipe médica interdisciplinar, formada por nutricionistas, fisioterapeuta, assistentes sociais, médicos, enfermeiros e técnicos de enfermagem. Eles contam também com a ajuda de uma pessoa da família, capacitada pela equipe do programa.
A solicitação para internação domiciliar deve partir dos hospitais onde tenha o serviço implantado e das unidades de emergência da rede estadual. Atualmente 23 equipes atuam no programa, totalizando 171 profissionais. Cada grupo atende em média, 30 pacientes por mês, que têm uma permanência de 30 dias na internação domiciliar.
Para o governador Jaques Wagner, a ação é muito importante para facilitar a recuperação do paciente. Ele explica que o programa visa desocupar os leitos hospitalares, reduzir taxas de re-internação e minimizar riscos de infecção hospitalar, humanizando o tratamento. “Se não tivesse esse programa esse paciente estaria desnecessariamente em um leito hospitalar, arriscando-se a contrair uma infecção hospitalar. Há também a questão familiar, porque todos da família se sente mais confortável acompanhando de perto o tratamento”.
Lançada em outubro de 2008, a ação é pioneira no Brasil e na América Latina e tem como meta atender cerca de 600 pacientes por mês. Inicialmente, o Programa de Internação Domiciliar funciona em Salvador, Lauro de Freitas, Feira de Santana, Jequié, Vitória da Conquista e Ilhéus. Ainda esse ano, o Internação Domiciliar será ampliado para Juazeiro, Barreiras e Santo Antônio de Jesus. De acordo com o secretário estadual de Saúde, Jorge Solla, para ser atendido pelo programa, o paciente deve ser maior de 60 anos, portador de doenças crônicas-degenerativas crônicas; de patologias que necessitem de cuidados paliativos e portadores de incapacidade funcional, provisória ou permanente.
Paciente tem melhor qualidade de vida
Há dez anos com um tumor no cérebro, o ex-operador de máquinas Jorge Freitas Santana, morador do município de Feira de Santana, viu o seu estado de saúde melhorar após participar do Programa de Internação Domiciliar do Governo do Estado. “Me sinto muito melhor ao lado da minha família, sendo cuidado pela minha esposa e meus filhos. Se eu estivesse em algum hospital, certamente, já estaria morto, porque me sentiria sozinho”, afirmou. Em Feira de Santana, o programafunciona no Hospital Geral Clériston Andrade.
Segundo Iracy Almeida Santana, 44 anos, esposa e cuidadora de Jorge Santana, antes de ele participar do programa seu quadro só agravava, porque não tinha um acompanhamento médico. “Eu cuidava dele da minha maneira, aplicava as medicações receitadas pelo médico, mas sem ser auxiliada por um profissional. Meu marido já estava é um estado de pré-coma, chegando a ser internado diversas vezes. Pensei que ele fosse morrer. Mas quando o programa foi implantado, o hospital e a equipe médica nos deram muito apoio. Agora, sinto que jorge está bem melhor”, conta aliviada.
A coordenadora do programa em Feira de Santana, Sônia Castro Leite explicou que a vantagem do internamento domiciliar é o acolhimento familiar, além de o paciente não precisar ser deslocado para o hospital. “Em suas residências os beneficiados receberão toda a assistência médica necessária. Eles recebem remédios, materiais para curativos. Tudo por conta do hospital”, afirmou. Em caso de emergência, o paciente também pode contar com o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) para conduzi-lo ao hospital.