Nova cadeia pública de Salvador terá capacidade para 428 internos

16/01/2009

A nova cadeia vai ocupar uma área de sete mil metros quadrados, no Complexo Penitenciário da Mata Escura. Construída em sistema de monoblocos, ela terá 124 celas com capacidade para 428 internos. As primeiras celas chegaram a Salvador nesta sexta-feira (16).


As instalações hidráulica e elétrica são externas, para que os internos não possam ter acesso, e o mobiliário é resistente a vandalismo. Entre elas serão colocadas 78 passarelas para que os agentes possam circular sem ter contato com os detentos e controlar a abertura e o fechamento das celas.


As celas possuem pintura permanente, as paredes não permitem perfuração e a rede elétrica é planejada para funcionar com equipamentos que consomem pouca energia. As janelas são em grade de aço temperado.


O novo sistema, adotado em alguns estados brasileiros, é o mais moderno do país e considerado sem risco de fuga, segundo o engenheiro da Secretaria da Justiça, Cidadania e Direitos Humanos, Carlos Ramos. “O concreto usado na construção dos monoblocos é o CAD (concreto de alto desempenho) e o acabamento feito com GRC, um concreto de alta resistência. Assim, não existe a possibilidade de ser cavado”, afirmou.


Segundo o engenheiro, a empresa do Rio Grande do Sul responsável pela obra é a única no país a adotar o sistema e fez um extenso trabalho de pesquisa para chegar ao resultado final. “Além de não haver risco de fuga, a segurança é maior para os agentes penitenciários, por não haver o contato com os detentos”, garantiu Ramos.


Diminuição da superlotação em até 40%


Para o superintendente de Assuntos Penais da secretaria, Francisco Leite, a estimativa é que a superlotação dos presídios de Salvador diminua em até 40%, além da redução de custos com manutenção e do número de agentes, que no sistema convencional, com capacidade para 430 internos, é de um para cada 15 presos, enquanto o novo sistema funciona com um agente para cada 104 detentos. “Só existem vantagens nesse novo sistema, além da redução dos custos de manutenção e do risco de rebeliões. Vamos reduzir consideravelmente a superlotação nas cadeias públicas de Salvador”, disse Leite.


O presídio vai contar também com celas de isolamento, local para banho de sol, cômodos para visita íntima e parlatório. A previsão é que a obra, estimada em R$ 19 milhões, seja concluída em julho deste ano.


Construção de minipresídios no interior


Minipresídios do mesmo modelo estão sendo instalados nos municípios de Itabuna, Teixeira de Freitas, Jequié, Juazeiro e Vitória da Conquista, e uma cadeia do modelo convencional para jovens de 18 a 24 anos, com mais 421 vagas, será construída em Salvador.