O programa Topa - Todos pela Alfabetização chega ao segundo ano com a inscrição de 339.853 mil pessoas, resultado da parceria entre a Secretaria da Educação do Estado da Bahia (SEC) e o Ministério da Educação (MEC), além da participação de 358 prefeituras e 440 entidades dos movimentos sociais e sindicais.
A meta é que 300 mil baianos aprendam a ler e a escrever. Nesta segunda etapa, o Topa atenderá a 411 municípios, e iniciará oficialmente as atividades em março, com 29.579 turmas e 30.765 alfabetizadores, sendo que outros 158 municípios já deram início às atividades em sala de aula, entre os meses de dezembro e fevereiro.
O Topa promoveu, recentemente, a formação inicial de 30.765 mil alfabetizadores, coordenadores de turmas, tradutores-intérpretes de Libras. Como resultado da grande mobilização social, ainda foi realizado um encontro estadual que envolveu 461 entidades dos movimentos sociais e sindicais.
O programa prevê o cumprimento de oito meses de atividades de sala de aula, considerando as realidades locais, as especificidades territoriais e as populações atendidas (pescadores, agricultores, barraqueiros, marisqueiros, remanescentes de quilombolas, dentre outras), traduzidas pela sazonalidade, gerando calendários específicos nas localidades atendidas pelo programa.
Em Salvador
Na capital baiana, foi necessária a mobilização junto aos movimentos sociais e sindicais para alterar o quadro de pouca participação e de número muito reduzido de inscritos no programa.
Em sua primeira etapa, somente 500 soteropolitanos se inscreveram, uma vez que a prefeitura local não aderiu ao programa por já possuir um programa próprio, o Cidade das Letras.
Ainda assim, a direção do Topa decidiu realizar uma mobilização prévia e conseguiu cadastrar no programa, 9.896 alfabetizandos, número quase 20 vezes maior que o registrado no Topa 2007.
“Foi de fundamental importância a contribuição dos movimentos sociais e sindicais no processo de mobilização em Salvador, o que resultou na ampliação considerável de pessoas atendidas pelo Topa”, afirma a coordenadora do programa, Francisca Elenir Alves.