TecnoBahia terá grupo de pesquisadores brasileiros e alemães

06/03/2009

Um grupo de projeto, que reunirá entre 20 a 30 pesquisadores do Brasil e da Alemanha, está sendo formado para criar o Centro Fraunhofer Gesellshaft/Universidade Federal da Bahia, projetado para se instalar no Parque Tecnológico TecnoBahia, em construção na Avenida Paralela.


A constituição do grupo representa o primeiro passo para a implantação do centro. O Fraunhofer Gesellshaft é um conglomerado de 58 institutos de pesquisa e o principal canal de relacionamento universidade-empresa da Alemanha.


Com o objetivo de viabilizar a futura instalação, o Governo do Estado, por intermédio da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti), juntamente com a Universidade Federal da Bahia (Ufba), assinou um convênio, na tarde desta sexta-feira (6), na Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado da Bahia (Fapesb), em São Lázaro.


Segundo o presidente do Fraunhofer Gesellshaft, Hans Bullinger, a instituição procura desenvolver produtos inovadores capazes de solucionar problemas nos mais diversos setores da economia como energias renováveis, materiais de construção resistentes a ataques terroristas, próteses com células-tronco, tratamento de efluentes líquidos e sistemas de controle inteligente, dentre outros itens.


O centro proposto para a Bahia será o primeiro da América Latina. Ele atuará nas áreas de engenharia de software e sistemas, notadamente em P&D de sistemas críticos e de grande porte para as áreas médica, industrial, automotiva, de energia, de governo eletrônico e telecomunicações.


De acordo com o pesquisador Manoel Mendonça, professor da Faculdade de Ciências da Computação da Ufba, a implantação do Centro dependerá do sucesso do grupo de projetos em vias de ser constituído.


Nos últimos anos, o Fraunhofer tem buscado desenvolver centros de pesquisa em outros países, já possuindo sete nos Estados Unidos, sete na Ásia, e um na Oceania. Estes centros são sempre ancorados em uma universidade e ficam diretamente ligados a um de seus institutos. O pessoal do centro vem tanto da universidade local como do instituto âncora na Alemanha.


O secretário estadual de Ciência, Tecnologia e Inovação, Ildes Ferreira, disse que o retorno do projeto virá na forma de inovação tecnológica, modernização, geração de emprego e melhoria da qualidade de vida, dinamizando a economia baiana.