A partir de segunda-feira (13), os gestores das Secretarias Estaduais de Saúde (Sesab), Educação (SEC) e Desenvolvimento Urbano (Sedur) poderão acompanhar o andamento interno dos processos gerados pelo Sistema de Relacionamento Institucional (SRI) para suas respectivas pastas. A funcionalidade também será estendida às Companhias de Engenharia Rural (Cerb) e Desenvolvimento Urbano da Bahia (Conder).
“A medida visa combater a duplicidade de pleitos registrados no SRI, identificar os gargalos dentro de cada secretaria, além de sensibilizar os gestores de que estamos diante de uma nova cultura político-administrativa, onde não é mais possível esconder ou ignorar os pleitos apresentados ao Estado”, explicou o secretário de Relações Institucionais, Rui Costa, em reunião, na última segunda-feira (6), na governadoria, com os interlocutores do SRI e chefes de gabinete das Secretarias.
Também presente à reunião, o chefe de gabinete do governador, Fernando Schmidt, defendeu a ampliação das funcionalidades do sistema. “Nunca percam de vista que encontramos um Estado bastante desorganizado. Essa ferramenta demonstra o nosso esforço para modernizar a estrutura do Estado”, disse.
Sistema uniformiza relacionamento
Lançado em novembro do ano passado durante o Encontro de Prefeitas e Prefeitos Eleitos, o SRI uniformiza o relacionamento institucional, dá mais transparência, agilidade e transversalidade à ação governamental, combate a duplicidade de notificações e os gastos de tempo e dinheiro público.
De acordo com Rui Costa, a demanda pela adequação do SRI às estruturas das secretarias partiu dos próprios gestores: “com estruturas muito grandes e bastante ramificadas, por conta das Diretorias Regionais de Saúde (Dires) e de Educação (Direcs), as Secretarias de Saúde e Educação, respectivamente, muitas vezes têm dificuldade de acompanhar seus processos internos. Já a Sedur, a Conder e a Cerb solicitaram a ferramenta porque também possuem um grande número de processos e precisamos identificar onde estão os gargalos”.
Ana Graça, da equipe de desenvolvedores do SRI, explica que “a arquitetura do SRI foi modificada para atender à necessidade de adequá-lo à estrutura de cada uma dessas secretarias”.
A decisão de adotar o sistema internamente está a cargo de cada secretário. Os interlocutores, que já utilizam o SRI, serão os responsáveis por treinar e cadastrar os novos usuários de sua respectiva unidade para que a ferramenta adquira essa nova funcionalidade.