Para combater o roubo a coletivos em Salvador e Região Metropolitana (RMS), a Polícia Militar da Bahia intensificou as abordagens em pontos de ônibus, passarela e coletivos. As ações contam com apoio do Batalhão de Choque, Esquadrão de Motociclistas Águia e das Rondas Especiais (Rondesp). As abordagens são realizadas em locais estratégicos com grandes índices de roubos a ônibus. Atualmente, as ocorrências ocorrem com maior frequência nas áreas de São Cristóvão, Vasco da Gama, Stella Mares, Mata Escura e Coutos.
De acordo com o Tenente da PM, Fabrísio Santos Silva, os locais são definidos após acompanhamento estatístico das ocorrências. São dois tipos de blitz a fixa, quando os policiais ficam em um local parando os coletivos para revistar os passageiros, e a itinerante. Nesta, ao perceber qualquer movimentação suspeita no transporte público, as viaturas interceptam o veículo para executar a abordagem. Ele explica que os delitos ocorrem geralmente em coletivos com poucos passageiros, quando todos estão sentados, a fim de facilitar a fuga.
Outra característica da modalidade de assalto, é atuar em trechos que tenham rota de fuga. “São nestas áreas que a polícia costuma agir. Primeiro, conhecemos a ação dos bandidos para depois atuar com dinamismo e assim inibir os roubos nos coletivos”, afirmou o tenente.
O vendedor Alessandro Oliveira, 18 anos, afirmou se sentir seguro com as abordagens realizadas nos transportes públicos. Para ele, essas ações são necessárias para coibir a criminalidade dentro dos coletivos. “Saio de casa todos os dias bem cedo para trabalhar e me sinto inseguro. Muitas vezes prefiro pegar ônibus cheio para não correr o risco de ser assaltado. É muito difícil trabalhar o dia todo e depois ter o pouco dinheiro que conseguimos ser roubado”, diz.
No primeiro trimestre deste ano, o Grupo Especial de Repressão a Roubos em Coletivos (GERRC) efetuou 77 prisões em Salvador. Nas duas primeiras semanas de abril, houve uma redução de 28% no índice de assaltos a ônibus urbanos na capital, em comparação a igual período no ano passado. No total, 36 armas de fogo já foram apreendidas em poder de assaltantes este ano, principalmente durante blitze em vias públicas e em campanas feitas em bairros periféricos. O GERRC já instaurou este ano 61 inquéritos policiais.
De acordo com o delegado do GERRC Antônio Cláudio, as imagens captadas durante os assaltos por microcâmeras instaladas nos ônibus e a participação do cidadão, denunciando a ação de assaltantes pelo serviço Disque-Denúncia da Secretaria da Segurança Pública (3235-0000) e do telefone do GERRC (3312-2961), têm contribuído para a otimização do trabalho da polícia no combate aos assaltos em coletivos.
Comandos
O combate à criminalidade em Salvador conta também com os Comandos de Policiamento Regional da Capital (CPRC), divididos em três setores: Atlântica, Baía de Todos os Santos e Central. Os comandos têm como objetivo possibilitar ação mais eficiente do policiamento ostensivo, proporcionando mais segurança para população.
De acordo com o comandante-geral da PM, coronel Mascarenhas, os CPRC se diferenciam do extinto Comando de Policiamento da Capital por estar mais próximo dos moradores dos bairros que irá atender, dando mais dinamismo ao trabalho do policial.
Ele explica que a divisão territorial foi feita para facilitar a ação do policiamento ostensivo nas regiões de Salvador. Com estas ações, serão beneficiadas mais de 2,5 milhões de pessoas dos bairros e adjacências da Barra, Rio Vermelho, Pituba, Itapuã, Brotas, Iguatemi, Nordeste, Federação e Cosme de Farias (Comando Atlântico); Pelourinho, Barbalho, Pirajá, Lobato, Comércio, Uruguai, Periperi, Paripe, Valéria e Liberdade (Comando Baía de Todos os Santos); e Pernambués, Cajazeiras, Tancredo Neves, Pau da Lima, Sussuarana, São Cristóvão e Sete de Abril (Comando Central).
Para assumir os comandos foram empossados os coronéis da PM, Carlos Eleutério, Zeliomar Volta e Carlos Andrade Muller.