A Casa dos Mortos, documentário da antropóloga e professa da Universidade de Brasília, Débora Diniz, que retrata a situação dos manicômios judiciários, será lançado e exibido esta terça-feira (19) em Salvador. Serão duas sessões: uma no Hospital de Custódia e Tratamento (HCT), às 14h, e a segunda no Museu Geológico da Bahia, às 19h. O filme tem duração de 24 minutos e é narrado por Bubu, um escritor com 12 internações em manicômios e traz o relato do que acontece com os 4.500 mil internos que vivem em hospitais de custódia de todo o país.
No HCT, onde o curta foi filmado haverá um debate com a autora. Na mostra à noite terá uma mesa redonda com o tema. A desinternação dos portadores de transtornos mentais em conflito com a lei com a participação de Débora Diniz, do secretário da Justiça, Cidadania e Direitos Humanos, Nelson Pellegrino, dos promotores de Justiça, Itana Viana e Geder Gomes, e da coordenadora executiva da Superintendência de Apoio e Defesa aos Direitos Humanos, Denise Tourinho.
Débora Diniz iniciou o projeto em 2006 a convite do Ministério da Saúde e em alguns meses percorreu diversos hospitais de custódia e tratamento do país. Em Salvador, ela recebeu autorização para documentar, durante três meses, o relato dos internos. A Casa dos Mortos foi mais um dos documentários de Débora selecionados para concorrer na categoria curta-metragem do festival internacional "É Tudo Verdade", principal evento dedicado exclusivamente à cultura do documentário na América do Sul. Ela já havia concorrido duas vezes com curtas sobre a mulher nordestina impedida de fazer um aborto de um feto anencéfalo e sobre um homem que decide morrer.