Moradores de Cajazeiras participam de ações socioeducativas da Polícia Militar e bombeiros

22/05/2009

Publicada às 12:20

Atualizada às 15:25


Reduzir a criminalidade em Cajazeiras e aproximar a população da polícia militar. Esses são os objetivos da Campanha Contra a Violência 2009, idealizada pela União da Associação das Cajazeiras (Cajaarte), em parceria com a Polícia Militar e as secretarias estaduais de Saúde e Educação. A ação social, que começou nesta sexta-feira (22) e segue até domingo, no Colégio Estadual Dep. Noamar Alcantâra, em Cajazeiras 5, conta com diversas atividades socioeducativas, que vão desde palestras e oficinas até caminhadas e exibição de cães adestrados.


Durante o evento, os moradores podem aproveitar os serviços do Departamento de Saúde da Polícia Militar, com consultas médicas, promoção de saúde, higiene, prevenção de doenças, aferição de pressão arterial, índices de massa corpórea e glicemia, além de serviços odontológicos de prevenção à saúde bucal com palestras e ações educativas.


A polícia ambiental realiza orientação sobre educação e defesa do meio ambiente, o Batalhão de Polícia Rodoviária leva aos moradores informações de educação para o trânsito e o Esquadrão de Polícia Montada desenvolve atividades de entretenimento com o público infantil. Já o Comando de Operações Bombeiros Militares realiza ações de prevenção da dengue, procedimentos pré-hospitalares e aleitamento materno, com demonstração do Programa “Bombeiro no Lar”. O Centro de Educação Física e Desportos (CEFD) disponibiliza para o público massoterapia, alongamento e aulas de dança.


“Programamos muitas atividades interessantes para informar aos jovens de Cajazeiras que eles podem ter um futuro sem violência, sem álcool e sem drogas”, declarou o presidente do Cajaarte, Evanir Araújo. Ele acrescentou, ainda, que a oitava edição do evento tem expectativa de reunir mais de 200 estudantes e seus familiares.


De acordo com o coordenador da Polícia Militar, Capitão Maciel, a ação permite uma maior interatividade entre a comunidade local e a polícia. “Temos investido num trabalho comunitário, porque reconhecemos a relevância da população para reduzir a violência na região. Além disso, os moradores podem conhecer de perto o nosso papel e, com isso, romper a idéia de que a polícia é repressora”, afirmou Maciel.


O evento ocorre mensalmente e 12 instituições de ensino do bairro participam do projeto. “A escola é o ambiente ideal para que os alunos e também os seus familiares possam ter acesso a informações importantes sobre cidadania, meio ambiente, saúde e segurança. Além disso, os recursos utilizados para a aprendizagem das palestras, que contam com vídeos e materiais ilustrativos despertam a curiosidade e o interesse deles”, disse a diretora do Colégio Estadual Dep. Noamar Alcântara, Gildete Salvador.


Aula prática


O professor de ciência, Elisio Santos, que também é ex-aluno da escola, acompanhou as palestras com os alunos e destacou a importância dessas atividades no processo de ensino-aprendizagem. “Eles puderem aprender sobre ciência e meio ambiente a partir da vivência e do trabalho dos profissionais que atuam nesta área. É uma forma divertida de democratizar o saber”, disse o professor.


A estudante Gisele Souza, 10 anos, prestou atenção em cada dica dada pelo Major Antônio Júlio Nascimento Silva, do Corpo de Bombeiros, para combater o vírus aedes aegypti, transmissor da dengue. “Não sabia que a dengue matava e que cada um pode ajudar a evitar a doença não deixando água parada”, afirmou a garota, que também levou a irmã Tamires, de 8 anos, para participar do evento.


Polícia militar em parceria com os moradores


Além do evento socioeducativo, a polícia militar baiana também atua em programas voltados para a comunidade de Cajazeiras, como o Conselho Comunitário Estudantil de Segurança, que colabora com a polícia com críticas e sugestões sobre o trabalho desenvolvido pelos profissionais no local e denúncias de crimes. Além disso, os moradores também possuem um canal direto com os policiais por meio da ouvidoria da PM, no site www.pm.ba.gov.br/ouvidoria ou no telefone 0800 284 0011. As informações transmitidas ao órgão são sigiliosas e não é preciso se identificar.