Durante os cinco dias de congresso os cerca de 500 produtores e distribuidores de cachaça participaram de palestras e debates sobre os desafios e avanços da produção de aguardente. “Nós passamos informações de toda a cadeia produtiva, desde a parte agronômica até o mercado. Isso foi importante para estimular os produtores”, afirmou Bráulio Araújo, um dos coordenadores do congresso.
“Foi muito positivo principalmente na parte técnica, os mestres e doutores que estiveram aqui esclareceram muitas coisas. A cachaça ainda é pouco estudada e cada vez que acontece um encontro com esses professores é muito proveitoso”, disse o produtor Luis Fernando Galletti, que fabrica 20 mil litros de cachaça por mês no município de Ilhéus.
Um dos assuntos mais debatidos no congresso foi a necessidade de profissionalizar a produção. Atualmente 60% dos alambiques trabalham na informalidade. “Eles não se registram para não pagar impostos, mas dessa forma concorrem de forma desleal e não tem controle sobre a qualidade do produto”, diz Galletti.
Sem a certificação de qualidade a cachaça brasileira também não chega ao mercado externo, outro desafio para os produtores. Atualmente só 1% da cachaça produzida no país é exportada. O México, por exemplo, consegue exportar 52% da Tequila o que gera um faturamento de US$4,2 bilhões anuais.