Atender aos jovens e adolescentes que vivem em comunidades de vulnerabilidade de risco social é o principal objetivo do Projeto de Proteção de Jovens em Território Vulnerável (Protejo), uma ação do Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania (Pronasci), do Governo Federal, em parceria com o Governo do Estado. Na Bahia, o projeto é coordenado pela Secretaria da Educação.
O projeto será lançado nesta sexta-feira (29), às 14h, na Unime, em Lauro de Freitas. Em Salvador, o projeto já funciona, porém o lançamento oficial está previsto para o final do mês de junho. No total, 21 escolas estaduais, de cinco territórios (Tancredo Neves, São Cristovão, Lauro de Freitas, Simões Filho e Camaçari), disponibilizam sua estrutura física para a execução das oficinas, que são abertas aos jovens de 15 a 24 anos.
A Bahia é o primeiro estado, onde o programa é coordenado por uma secretaria de Educação, associando a segurança à educação. Nos demais estados, o Protejo é desenvolvido por secretarias de Ação Social, de Justiça ou de segurança.
Segundo o coordenador executivo do Protejo, Ricardo Andrade, o programa é desenvolvido em duas etapas. A primeira, por meio de oficinas de arte-educação (dança, teatro, música, artes plásticas, literatura, educomunicação, esporte e informática). Já a segunda etapa consistirá na elaboração de projetos locais socioeducativos.
Ele explica que as turmas das oficinas são bastante diversificadas formadas por estudantes, egressos de medidas socioeducativas e penais e por jovens que evadiram da escola. Eles são indicados pelas prefeituras, por associações de moradores, colégios, Organizações Não-Governamentais (ONGs), Fundac e unidades penais.
Além da capacitação profissional, estes alunos recebem uma bolsa-auxílio de R$ 100. O projeto tem duração de um ano, mas os participantes das oficinas continuam sendo acompanhados pela equipe multidisciplinar (pedagogos, psicólogos, sociólogos e educadores) do Protejo.
Em Salvador, o projeto começou este mês nos bairros de Tancredo Neves e São Cristóvão. Essas comunidades foram escolhidas pelo alto índice de violência. O estudante Joscimar Conceição, 22 anos, enxergou no projeto uma oportunidade de vida. Para ele, por meio do projeto é possível se desenvolver profissionalmente e ter uma formação social e moral. Após participar das oficinas,Joscimar decidiu prestar vestibular para música. “Aqui estou aprendendo a ver o mundo de outra maneira. Desde criança fui acostumado a conviver com a violência e cheguei a acreditar que para nós não havia outro futuro. Agora, temos oportunidade de um futuro melhor”, conta.