Mais de 30 salas de vídeo da Rede de Educação e de auditórios de instituições transmitiram, por meio de videoconferência, a apresentação dos resultados obtidos durante os seminários que debateram a minuta do projeto da Lei de Educação Ambiental. O evento aconteceu nesta segunda-feira (15), no Instituto Anísio Teixeira (IAT), e teve a participação de mais de 250 pessoas no interior do estado.
Os seminários aconteceram entre novembro de 2008 e maio de 2009, nos 26 Territórios de Identidade, reunindo mais de cinco mil pessoas de comunidades tradicionais, sociedade civil organizada, universidades, setor produtivo, empresários e poder público. A população contribuiu de forma democrática para identificar conflitos socioambientais e potencialidades da região, pontuando indicativos à construção de programa e planos de educação ambiental.
Durante a videoconferência, representantes das Secretarias do Meio Ambiente (Sema) e da Educação (SEC) e da Comissão Interinstitucional de Educação Ambiental (Ciea), colegiado que tem representação de diversos segmentos da sociedade e que coordena as atividades de educação ambiental na Bahia, apresentaram os resultados das consultas públicas.
O secretário do Meio Ambiente, Juliano Matos, fez um balanço das atividades realizadas nesses sete meses que aconteceram os seminários. “Os encontros, por si só, fortaleceram a educação ambiental ao mobilizar e articular a população”, explicou Matos. A finalidade da consulta, segundo Matos, foi construir uma lei legítima. “E esse processo só se constrói com transparência, diálogo e participação”, acrescentou.
Para a coordenadora executiva da Ciea e representante da sociedade civil, Lilite Cintra, os seminários serviram para divulgar a Ciea e para fazer o levantamento de linhas de ações prioritárias de educação ambiental para cada região. “Os encontros funcionaram como consultas públicas para que os representantes locais pudessem manifestar suas peculiaridades e estar inseridos no processo de levantamento das suas necessidades”, explicou Lilite.
A coordenadora de Educação Ambiental da Secretaria de Educação, Solange Alcântara, destacou a significativa presença do educador e do educando no processo da construção da minuta da lei. “A opinião dessa classe social deu ainda mais qualidade à lei”, defendeu Solange.
Durante o evento, o biólogo e professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Carlos Frederico Loureiro, ministrou a palestra Educação ambiental e políticas públicas: a caminho da sustentabilidade, que também foi transmitida simultaneamente para todos interior do estado.