Publicada às 17h05
Atualizada às 19h50
O Governo do Estado está tomando uma série de providências para enfrentar possíveis casos da gripe A (H1N1). O Hospital Especializado Octávio Mangabeira (HEOM), considerado unidade de referência, está ampliando o número de leitos para atendimento de casos suspeitos ou confirmados da doença. A instituição passará a contar com mais oito leitos, além dos quatro já existentes. Ainda no HEOM a área de triagem/admissão aumentou e foi criado um miniambulatório específico para o atendimento às vítimas da influenza. Em Feira de Santana, os profissionais do Hospital Geral Clériston Andrade passam por atualização sobre o tratamento da doença.
Hospital Octávio Mangabeira terá mais oito leitos para a nova gripe
O Hospital Especializado Octávio Mangabeira (HEOM) vai dispor de mais oito leitos para o atendimento a casos suspeitos ou confirmados da Influenza A, a gripe A (H1N1) ou gripe suína. Os novos leitos, na Enfermaria H, 4º andar do hospital, serão entregues nesta quinta-feira (23), às 8h, pelo governador Jaques Wagner e pelo secretário da Saúde, Jorge Solla.
O HEOM já dispõe de quatro leitos de isolamento completo, disponibilizados desde abril, quando o Ministério da Saúde alertou sobre a nova cepa do vírus de influenza (gripe).
Os novos leitos estão dispostos em oito quartos, cada um deles com banheiro privativo, e são equipados com aparelhagem semelhante à de uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI), com ventiladores mecânicos e monitores multiparamétricos. A Enfermaria H foi toda reformada e adequada para o tratamento dos casos de influenza, com potencial para aproximadamente 48 internações/mês.
Triagem - Também foi ampliada a área de triagem/admissão e criado um miniambulatório específico para o atendimento aos pacientes de influenza, com uma recepção e três consultórios e capacidade para realização de 2,4 mil consultas/mês.
Na área de triagem, onde se dá a recepção dos pacientes regulados ou de demanda espontânea (algo em torno de 500 pessoas/mês), foram criadas três unidades de observação e melhoria da infraestrutura física para tornar o ambiente mais aconchegante, com a substituição do mobiliário e colocação de um televisor.
Outras quatro enfermarias também passaram por obras de adequação, em abril, para implantação dos leitos de isolamento. Cada enfermaria passou a dispor de um quarto de isolamento com antecâmara e climatização especial, pressão negativa e filtro absoluto do ar, de acordo com as normas técnicas vigentes.
A fachada do hospital ganhou pintura geral e revestimento em pastilhas. Todas as obras foram realizadas com recursos próprios da Secretaria da Saúde (Sesab).
Unidade é um centro de referência estadual
O Hospital Especializado Octávio Mangabeira é unidade de referência para quatro eixos assistenciais do âmbito ambulatorial e hospitalar integrados a programas de saúde nas esferas estadual e federal, a exemplo do tratamento da tuberculose, asma grave, fibrose cística e, mais recentemente, as pandemias e as doenças emergentes, como a influenza.
A Sesab vem desenvolvendo, com o HEOM, um processo planejado para melhoria da sua infraestrutura física, tecnológica e assistencial. São atendidas na unidade pacientes de todo o estado, com destaque para a macrorregião Nordeste, onde se localiza Salvador, que representa 86% da clientela assistida.
Com 225 leitos, o hospital realiza aproximadamente três mil internamentos, 800 mil atendimentos ambulatoriais e 700 mil exames laboratoriais por ano. Os serviços oferecidos incluem consultas com equipe multiprofissional, pequenos procedimentos cirúrgicos, exames de ultrassom, broncoscopia, espirometria, entre outros. O HEOM contribui com 50% das notificações de tuberculose realizadas em Salvador e 23% na Bahia.
HGCA se prepara para receber casos suspeitos da doença
Preocupados com possíveis casos de gripe A (H1N1) em Feira de Santana, cidade que é o maior entroncamento rodoviário de todo o Nordeste, recebendo por dia milhares de pessoas, as diversas diretorias do Hospital Geral Clériston Andrade (HGCA) estão adotando medidas para atualizar o atendimento a casos de Influenza A (H1N1).
O Núcleo de Vigilância Epidemiológica do HGCA está realizando palestras com os clínicos da emergência e distribuindo o protocolo indicado pelo Ministério da Saúde entre os profissionais médicos, contendo o diagnóstico e manejo clínico em casos suspeitos de gripe A.
De acordo com Edilma Reis, diretora geral do HGCA, não há motivos para pânico. “Por enquanto, os índices de mortalidade se assemelham ao de uma gripe comum. Se a população estiver munida do máximo de informações sobre a doença e adotar as medidas preventivas, poderemos até diminuir o número de casos”, destaca.
A Comissão de Controle de Infecção Hospitalar do HGCA também está orientando, além da equipe médica e de enfermagem, todo corpo de servidores da unidade sobre como podem se prevenir de uma possível infecção pelo vírus.
A Influenza A (H1N1) é uma doença respiratória aguda (gripe), causada pelo vírus Influenza A (H1N1). Este novo subtipo do vírus da influenza, assim como a gripe comum é transmitido de pessoa a pessoa, principalmente por meio de tosse ou espirro e de contato com secreções respiratórias de pessoas infectadas.
Como se prevenir
- Ao tossir ou espirrar, cobrir o nariz e a boca com lenço preferencialmente descartável;
- Lavar as mãos frequentemente com água e sabão, especialmente depois de tossir ou espirrar;
- Evitar locais fechados com aglomeração de pessoas;
- Evitar contato direto com pessoas doentes;
- Não compartilhar alimentos, copos, toalhas e objetos de uso pessoal;
- Evitar tocar os olhos, nariz ou boca;
- Em caso de adoecimento, procurar assistência médica e informar história de contato com doentes ou/e roteiro de viagens recentes;
- Não usar medicamentos sem orientação médica.