A Revolução de 1930, marco na História do Brasil, vista através do olhar de um dos principais intelectuais da época, o jurista, escritor e político brasileiro: Nestor Duarte Guimarães. Este será o retrato da próxima aula do curso Conversando com sua História, com o Prof. Doutor Paulo Santos Silva, nesta terça-feira (15), às 17h. Promovido pelo Centro de Memória da Fundação Pedro Calmon/Secult, o curso acontece gratuitamente há sete anos, sempre destacando aspectos da historiografia baiana. As aulas ocorrem sempre às terças-feiras, no auditório da Biblioteca Pública do Estado (Barris).
Doutor em História Social pela USP, Paulo Santos Silva é atualmente professor titular da Universidade do Estado da Bahia e possui diversos artigos e livros publicados, muitos deles sobre o período da história conhecido como “Estado Novo”, quando Getúlio Vargas, um dos principais articuladores da Revolução de 30, estabelece-se no poder. O palestrante ressalta que “a ‘Revolução de 1930’ causou transtornos a segmentos dos grupos dirigentes que se encontravam estabelecidos no poder na Bahia. A reação se deu em várias frentes de atuação, levando numerosos intelectuais a criticar os novos dirigentes em plano estadual e nacional”. Um destes intelectuais contrários ao Projeto de 30 e que se destacaram no cenário nacional foi Nestor Duarte Guimarães.
“Nestor era um intelectual local, mas ele conseguiu produzir uma obra que extrapolou os limites regionais e gozou de reconhecimento na própria época em que escreveu”, define o prof. Paulo Silva. Nascido em Caetité, Nestor Duarte Guimarães foi professor da Faculdade de Direito da UFBA e imortal da Academia de Letras da Bahia. Como romancista, escreveu três obras de ficção, retratando as dificuldades do Sertão. São elas: Tempos Temerários, Cavalo de Deus e Gado Humano. Para o palestrante, os conhecimentos jurídicos de Nestor “foram postos a serviço da reflexão sobre o país e seus rumos em função das políticas então implementadas. Foi um dos adversários mais veementes do governo Vargas. Sua produção intelectual comporta obras ensaísticas e ficcionais, sempre voltadas para a interpretação da sociedade brasileira, suas contradições e impasses”, afirma.
O Conversando com sua História é promovido pelo Centro de Memória, unidade da Fundação Pedro Calmon/Secult e tem como objetivo promover, proteger e dar conhecimento da História da Bahia e se estende até o mês de outubro, sempre às terças-feiras. Os participantes que tiverem 75% de frequência receberão certificado. Dentre os temas das próximas palestras estão: “O amor de Vargas na Revolução de 1930”, “Roberto Santos, o governador” e “Os movimentos estudantis e de esquerda”.
Serviço
O quê: Conversando com sua História, com o Prof. Doutor Paulo Santos Silva
Quando: Dia 15 de setembro (terça-feira), às 17h
Onde: Auditório da Biblioteca Pública do Estado (Barris)
Entrada franca