Ingá autoriza cobertura temporária e removível do Rio do Imbuí

15/09/2009

O Instituto de Gestão das Águas e Clima (Ingá) autorizou, nesta terça-feira (15), a cobertura temporária do Rio Cascão/das Pedras, na altura do bairro do Imbuí. A autorização foi publicada nesta terça-feira (15), no Diário Oficial do Estado, dirigida à Superintendência de Conservação e Obras Públicas (Sucop) da Prefeitura Municipal do Salvador. Apesar de autorizada, a obra terá que seguir alguns condicionantes.


Já a cobertura do rio foi autorizada em caráter temporário, com remoção das placas superiores de forma gradativa, à medida que o rio for sendo despoluído com a retirada do lançamento de esgotos. Quando a qualidade das águas atingir a classe 3, estabelecida pela Resolução nº 357/05 do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama), para o parâmetro coliformes fecais, o rio será descoberto.


As placas de cobertura deverão ser removíveis e em material translúcido, de forma a permitir a passagem da luz do sol, sem que nenhum equipamento urbano permanente seja implantado por cima. Deverão ser instalados também no mínimo cinco dispositivos respiradores, que permitam a troca de oxigênio com a atmosfera. A área de lazer prevista pela Prefeitura Municipal deverá ser implantada na área lateral ao rio.


Para o diretor geral do Ingá, Julio Rocha, a autorização concedida nesta terça-feira (15) muda o paradigma da política das águas na Bahia. “Os rios urbanos precisam estar vivos e saudáveis, é necessário avançar no tratamento de esgotos no estado”, enfatizou. A outorga também abre um precedente para os próximos projetos de canalização de rios em Salvador.


Proteção e restauração


A outorga condiciona a implantação, por parte da Prefeitura, de programas de proteção e restauração de matas ciliares e nascentes nas bacias dos Rios Cascão e Saboeiro, de educação ambiental nestas áreas e também na bacia do Baixo Pituaçu e ainda ao monitoramento da qualidade das águas da bacia do Rio das Pedras, com freqüência trimestral, pelo período de 15 meses, com envio dos dados ao Ingá.


A Embasa e a Prefeitura deverão também promover a recuperação da qualidade das águas dos Rios Cascão, Saboeiro e das Pedras, através da implantação de sistema de esgotamento sanitário, incluindo ligações domiciliares. Os outros condicionantes determinam que a Prefeitura deverá elaborar o plano de macrodrenagem das bacias de Salvador, no prazo de 180 dias, e um estudo de ocupação e ordenamento do solo da região da bacia do Rio das Pedras e Baixo Pituaçu, no prazo de 90 dias.