Mais de mil pessoas lotaram, nesta quinta-feira (26), o auditório do Centro de Convenções de Ilhéus, no litoral sul, durante a abertura da III Conferência Estadual de Cultura da Bahia. O evento, que segue até domingo (29), com o tema Cultura, Diversidade, Cidadania e Desenvolvimento, transformou a cidade na capital cultural do estado, com um enorme trânsito de artistas, produtores, dirigentes e delegados de cultura eleitos nas 26 conferências territoriais, realizadas após as 368 municipais em todo o estado.
Ao todo, a realização da III Conferência mobilizou 50 mil pessoas. O objetivo é levantar contribuições e propostas para a Conferência Nacional, que ocorre em 2010, em Brasília, e para a construção de uma Lei Orgânica da Cultura para a Bahia.
“Nós estamos vivendo, desde o início da gestão de Gilberto Gil no Ministério da Cultura (Minc, uma verdadeira transformação comportamental nessa área, e é o diálogo com a sociedade que legitima as políticas públicas para a cultura que agora estamos implementando também na Bahia”, afirmou o secretário estadual de cultura, Márcio Meirelles.
Num discurso bastante emocionado, o ministro Juca Ferreira, sucessor de Gil no Minc, destacou a necessidade de promover o acesso a bens e serviços culturais para toda a população. “Não existe possibilidade de desenvolvimento, sem inclusão cultural”.
O governador Jaques Wagner exaltou a importância do diálogo na construção de políticas públicas. “A grande mobilização gerada pelas conferências que temos realizado demonstra que a população tem sede de participação democrática", defendeu.
Participação - De acordo com a superintendente de Cultura e coordenadora da conferência, Ângela Andrade, o evento contou com 10% a mais de participantes em sua etapa municipal em relação à edição de 2007. Segundo ela, houve uma redução de 8% no número de prefeituras envolvidas, mas um aumento de 10% no número de inscritos, além do envolvimento direto das administrações municipais na realização dos eventos, por meio de decreto e publicação de regulamentos. “É um avanço na institucionalização desse instrumento de construção participativa de políticas públicas”. O número de municípios envolvidos chega a mais de 80% do total de 417 municípios baianos.
A apresentação da Orquestra Juvenil 2 de Julho, que integra o Núcleos de Orquestras Juvenis e Infantis da Bahia (Neojiba), projeto coordenado pelo maestro Ricardo Castro, foi um capítulo à parte. Um público atento e participativo assistiu ao concerto que apresentou peças como a Sinfonia Novo Mundo, movimentos 3 e 4, de Dvorak, e Danzon n° 2, de Arturo Marquez, além de Tico-Tico no Fubá, de Zequinha de Abreu, e Asa Branca, do mestre Luiz Gonzaga. O público agradeceu de pé.
Ampla participação popular marca abertura da III Conferência Estadual de Cultura, em Ilhéus
27/11/2009